
São Tomé, 20 Jul (Inforpress) – Carlos Vila Nova foi hoje reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe, à primeira volta, com 55,94% dos votos, segundo os resultados preliminares divulgados hoje pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
O principal adversário, Nito d’Abreu, arrecadou 41,42% do voto popular.
Mais de 142 mil eleitores foram chamados hoje a escolher o Presidente, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior.
Eugénio Tiny e Miques João foram os outros dois candidatos, contabilizando, respetivamente, 1,97% e 1,58%. Voltaram a não contar com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.
Carlos Vila Nova, que não contou agora com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), recandidatou-se suportado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.
Nito d’Abreu, líder parlamentar da ADI, foi o candidato oficial, apoiado pela ala da ADI leal ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova.
Contou com o apoio de uma plataforma eleitoral que inclui também o Movimento de Cidadãos Independentes - Partido Socialista (MCI - Partido Socialista), Partido de Unidade Nacional (PUN) e Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP).
Eugénio Andrade foi o mais veterano dos candidatos. E um dos dois candidatos sem apoios partidários conhecidos. Foi vice-presidente da Assembleia Nacional e cofundador do Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM).
Miques João era o mais jovem dos candidatos, com 41 anos. Foi suspenso pela Ordem dos Advogados, após várias acusações não consubstanciadas feitas contra membros da classe política e judiciária.
Em maio de 2025 foi preso preventivamente após ser acusado de abuso sexual de uma menor - o que classificou de cabala política -, mas foi libertado em agosto do mesmo ano e aguarda agora o desenrolar do processo em liberdade. Voltou a não contar com qualquer apoio partidário.
Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.
Inforpress/Lusa
Fim
Partilhar