
Ribeira Grande, 08 Ago (Inforpress) — O secretário permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), Carlos Bartolomeu, denunciou hoje a “crescente discriminação” enfrentada pelos colaboradores do Ministério da Agricultura e Ambiente.
Em declarações à Inforpress, Carlos Bartolomeu afirmou que a instituição tem “negligenciado” a resolução de pendências que afectam diretamente os profissionais, o que tem resultado em um ambiente de trabalho “deteriorado e uma falta de reconhecimento” das suas contribuições.
Segundo o sindicalista, os esforços do sindicato para estabelecer um diálogo produtivo com o Governo e, em particular, com o Ministério da Agricultura, têm sido infrutíferos.
"Estamos a enfrentar uma situação crítica. Não há comunicação ou disposição para resolver as questões pendentes que impactam os trabalhadores. A situação agrava-se com a iminente aposentadoria de funcionários e a falta de substituição dos mesmos", declarou.
O secretário permanente do SLTSA destacou ainda o exemplo específico da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente em Ribeira Grande e Paul, Santo Antão, que “está prestes a ficar sem um engenheiro agrónomo”.
Outro ponto abordado por Carlos Bartolomeu foi a situação salarial, que classificou de “precária”.
"Um técnico licenciado recebe atualmente cerca de 50 mil escudos líquidos, o que está longe de ser um salário justo para o trabalho desempenhado", declarou.
A mesma fonte mencionou ainda a falta de resposta às pendências de ex-jornaleiros que assinaram contratos em 2020 e 2021 e a ausência de medidas para substituir os funcionários que estão a aposentar-se.
Carlos Bartolomeu criticou ainda a falta de acção em relação a um plano estratégico da extensão rural, elaborado por dois consultores, nacional e internacional, que foi apresentado, mas não implementado.
"O documento foi engavetado, deixando os técnicos extensionistas em um estado de frustração e desamparo", precisou.
O secretário permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão exortou o Governo a reconsiderar a importância do Ministério da Agricultura e Ambiente e a implementar medidas que valorizem seus profissionais.
Carlos Bartolomeu também fez um apelo à união dos trabalhadores e enfatizou a necessidade de uma força coletiva para alcançar mudanças significativas.
"Não estamos apenas a defender um setor específico, mas sim a importância da agricultura para a segurança alimentar e o bem-estar da população. É crucial que o Governo reconheça a importância desses profissionais e tome medidas concretas para garantir que os funcionários recebam o reconhecimento e o suporte que merecem", finalizou.
LFS/AA
Inforpress/Fim
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