Directora da Terrimar defende adopção de artefactos menos poluentes na pesca

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Directora da Terrimar defende adopção de artefactos menos poluentes na pesca
24/03/26 - 05:19 pm

Mindelo, 24 Mar (Inforpress) – A directora-executiva da associação Terrimar, com sede no Porto Novo, Silvana Roque, considerou hoje ser necessário repensar alternativas mais sustentáveis em relação aos artefactos de pesca para evitar o uso de materiais poluentes.

Silvana Roque falava à imprensa após constatar a poluição na Praia dos Achados, em Santa Luzia, provocada por lixo marinho, sobretudo materiais plásticos utilizados na pesca industrial.

“Na área da pesca ainda usamos artefactos muito antigos, feitos de plástico, que são nocivos ao ambiente. Por isso acreditamos que é o momento de sentar e repensar esses materiais. É possível substituí-los por materiais diferentes, menos nocivos ao ambiente, porque sabemos que, praticamente, todos os materiais de pesca que são esquecidos ou deixados no mar causam a morte de milhares de animais”, afirmou.

A directora-executiva da Associação Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Terrimar) lembrou que o microplástico, produzido pelo plástico descartado no mar, também afecta os seres humanos, uma vez que consomem peixes já contaminados por essas partículas, embora ainda não se conheça a dimensão das consequências disso para a saúde das pessoas.

Um dos artefactos poluentes, constatou, são os covos de pesca de polvo, produzidos em outros países, como a Mauritânia, que, segundo explicou, são utilizados na pesca industrial e posteriormente descartados, sendo que um grande número acaba por dar à costa na Praia dos Achados.

“Esses covos antigamente eram feitos de barro. Então, por que não repensar e voltar a utilizar os de barro ou outros materiais menos nocivos? Hoje em dia deixamos de usar as bolsas de plástico e voltamos a utilizar sacos e bolsas de tecido, porque não faz sentido continuar a produzir materiais que causam danos e acabam por chegar às praias e provocar problemas em outros países”, sublinhou.

A directora-executiva da associação Terrimar integrou uma delegação composta por representantes das Nações Unidas e das embaixadas do Luxemburgo e da França, chefiada pelo Presidente da República, José Maria Neves, que esteve na ilha de Santa Luzia com o objectivo de constatar o problema do lixo marinho na ilha e reflectir sobre possíveis soluções para esta problemática.

CD/HF

Inforpress/Fim

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