
Paul, 10 Set (Inforpress) – O ministro da Educação, Arnaldo de Brito, garantiu hoje, no Paul, que Santo Antão reúne todas as condições para iniciar o novo ano lectivo “sem qualquer sobressalto”, após avaliar, no terreno, a preparação das escolas.
“Está tudo em ordem, está tudo a postos. Aqui o ano lectivo vai começar sem qualquer sobressalto. Está tudo organizado”, afirmou.
Arnaldo de Brito, que falava à imprensa no âmbito de uma visita de trabalho ao município do Paul, considerou “muito positiva” a avaliação feita às condições existentes para o arranque do novo ano lectivo.
Segundo o governante, a deslocação permitiu tomar contacto directo com a realidade do sector e perceber o nível de preparação das estruturas educativas, manifestando-se “animado e satisfeito” com aquilo que encontrou.
“Vamos iniciar o ano lectivo em Santo Antão com normalidade”, assegurou.
O governante adiantou, contudo, que o objectivo do Ministério não se limita a garantir um arranque tranquilo das aulas, mas passa também por promover “profundas transformações” no sistema educativo.
Arnaldo de Brito defendeu que essa mudança deve partir das próprias escolas e não ser imposta apenas a partir do Ministério da Educação, razão pela qual o Governo pretende reforçar a autonomia das escolas e dos professores.
“Nós vamos apostar fortemente na autonomia das escolas, na autonomia dos professores para construírem a educação que o país precisa”, afirmou.
O ministro sustentou que os docentes possuem actualmente níveis de formação que lhes permitem assumir maior protagonismo na procura de respostas para os desafios educativos das respectivas comunidades.
A mesma fonte defendeu, igualmente, uma escola mais aberta à comunidade e ligada à vida real, considerando necessário ultrapassar um modelo de ensino demasiado centrado na memorização de conteúdos.
Para Arnaldo de Brito, a escola deve apostar cada vez mais no desenvolvimento de competências e capacidades práticas que preparem os alunos, não apenas, para os exames, mas também para a vida e para o mundo do trabalho.
Nesse sentido, apontou a necessidade de aproximar os estudantes de empresas, oficinas, campos agrícolas, serviços e outras realidades existentes nas comunidades.
“Nós precisamos abrir as nossas escolas, levar as nossas escolas às comunidades, às cidades e às aldeias, mas também trazer as pessoas para as escolas”, declarou.
Questionado sobre a preparação dos professores para esta mudança de paradigma, o ministro reconheceu tratar-se de um processo gradual, tendo em conta que docentes e demais agentes educativos foram formados num modelo tradicional de escola.
Quanto aos desafios ainda existentes no sector, Arnaldo de Brito reconheceu que várias escolas necessitam de intervenções ao nível da pintura, coberturas e outras reparações, mas considerou que essas limitações não comprometem o início do novo ano lectivo.
O governante reiterou que o Ministério pretende continuar a visitar as escolas e a dialogar com professores e comunidades educativas, com vista a mobilizar o país para uma reflexão sobre o modelo de educação necessário ao desenvolvimento de Cabo Verde.
LFS/HF
Inforpress/Fim
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