
Porto Novo, 26 Out (Inforpress) – A ministra da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse hoje, em Santo Antão, que o Governo continua a contar com a cooperação chinesa na criação das condições visando o combate à praga dos mil pés nesta ilha.
Eveline Ramos, que está de visita a Santo Antão, explicou que esta ilha recebeu recentemente uma missão técnica da China, que está a ajudar Cabo Verde a encontrar vias para a erradicação dos mil pés, de nome científico 𝘉𝘢𝘯𝘥𝘦𝘪𝘳𝘦𝘯𝘪𝘤𝘢 𝘤𝘢𝘣𝘰𝘷𝘦𝘳𝘥𝘢, prevendo-se uma segunda missão para a continuidade das acções.
A governante acredita que a próxima missão técnica chinesa ajudará o Governo a munir dos instrumentos e condições que permitam combater esta praga que infesta a agricultura em Santo Antão há cerca de 50 anos.
Trata-se de “uma praga que está instalada há muito tempo na ilha e, a curto prazo, não será possível erradicá-la”, reconheceu a ministra da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
“Mas, vamos continuar a trabalhar, experimentar novas técnicas que nos permitam ultrapassar, efectivamente, este problema”, garantiu a titular da pasta da agricultura.
Em 2024, uma equipa técnica chinesa realizou uma missão a Santo Antão, que teve como propósito fazer um diagnóstico da situação dos mil pés na ilha, visando a elaboração de um plano de combate a esta praga.
Durante a missão, os técnicos chineses, acompanhados de técnicos nacionais, procederam a um diagnóstico da situação da praga em Santo Antão, com vista à montagem de um plano de acção, que permita encontrar uma solução para os mil pés.
Além da China, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) está também a apoiar Cabo Verde no reforço do conhecimento e capacidade de resposta ao desafio representado pela praga dos mil pés.
Neste quadro, realizou-se, em Agosto, uma formação para agricultores, técnicos agrícolas e extensionistas sobre a gestão integrada de pragas, numa iniciativa que teve o envolvimento da cooperação chinesa.
Segundo a FAO, ao longo dos anos, esta praga tem afectado culturas importantes, como o milho, a banana, o feijão, a batata-doce e a batata comum, com impactos na produção agrícola e na circulação de determinados produtos entre ilhas.
Os mil pés surgiram nesta ilha nos anos 70, tomando logo a proporção de uma praga que obrigou, em 1984, as autoridades a decretar um embargo aos produtos agrícolas de Santo Antão para evitar a sua propagação às outras ilhas agrícolas do arquipélago.
JM/ZS
Inforpress/Fim
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