
Ribeira Grande, 03 Fev (Inforpress) – Funcionários dos serviços gerais do Hospital Regional João Morais, em Santo Antão, denunciaram hoje à Inforpress a precariedade salarial e a ausência de protecção social, situação que dizem arrastar-se há vários anos.
Os trabalhadores, que preferiram manter o anonimato por “receio de represálias e eventual perda do posto de trabalho”, afirmam auferir um salário mensal de 13.800 escudos, “sem qualquer cobertura” do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), apesar de desempenharem funções permanentes naquela unidade hospitalar.
Segundo relataram, encontram-se vinculados a um regime considerado precário, quando, na prática, deveriam beneficiar do salário correspondente à função, estimado em 19.000 escudos.
Acrescentaram que sempre que solicitam esclarecimentos junto da administração do hospital a resposta recorrente é a inexistência de verba disponível para regularizar a situação.
“Temos medo de falar para não perdermos o nosso trabalho, mas já não conseguimos continuar a viver nestas condições. Andam sempre a enrolar-nos e ameaçam colocar-nos na rua quando reclamamos”, referiram, sublinhando o sentimento de insegurança e desproteção laboral.
Os funcionários apelaram a uma intervenção urgente das entidades competentes para a regularização dos vínculos e melhoria dos salários e integração no sistema de proteção social, considerando que a actual situação compromete a dignidade dos trabalhadores e a estabilidade das suas famílias.
A Inforpress tentou obter um posicionamento da direcção do hospital, mas, até ao fecho desta notícia, não foi possível estabelecer contacto.
LFS/AA
Inforpress/Fim
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