
João Teves, 19 Set (Inforpress) – Olavo Correia afirmou hoje que o turismo deve ser encarado como um sector “estratégico” para acelerar a dinâmica económica, criar oportunidades e melhorar a qualidade de vida dos cabo-verdianos, apelando a um maior alinhamento entre ambição e acção.
O vice-primeiro-ministro, também ministro das Finanças e da Economia Digital, fez estas afirmações na sessão de abertura da III Conferência Internacional do Turismo Rural e de Natureza, que decorre no município de São Lourenço dos Órgãos, por ocasião do Dia Mundial do Turismo.
Segundo Olavo Correia, o turismo é “um sector dinâmico, gerador de emprego, de impostos e de oportunidades”, funcionando como elo de ligação entre Cabo Verde e o mundo.
Nesse sentido, defendeu que a sua diversificação, incluindo a aposta no turismo de natureza, deve ser acompanhada por políticas que garantam sustentabilidade ambiental, transição energética e digital, além da protecção do território e das comunidades.
“Podemos comprar e vender muitas coisas no mundo, mas não podemos comprar o nosso território nem as nossas pessoas. Temos, portanto, a obrigação de cuidar das pessoas e proteger o território”, frisou.
O vice-primeiro-ministro sublinhou ainda quatro desafios centrais para o futuro do sector, que passa pelo alinhar as ambições com acções concretas, reforçar a cooperação entre Governo, autarquias, sector privado, sociedade civil, academia e parceiros internacionais, reduzir a burocracia para acelerar resultados e garantir que o impacto das políticas seja sentido directamente na vida dos cidadãos.
“Não podemos prometer e não entregar. Quando a ambição é grande e a acção não acompanha, criamos problemas de confiança”, advertiu, destacando a urgência de transformar compromissos em resultados visíveis, sobretudo no combate à pobreza e na criação de empregos.
Correia reafirmou ainda que Cabo Verde deve ser visto como “um país de oportunidades” e não de problemas, lembrando que o turismo pode ser um sector “levantador” capaz de impulsionar outras áreas da economia, incluindo as indústrias criativas, a economia azul e a economia verde.
O governante realçou igualmente a relevância da conferência para a definição de estratégias que consolidam o turismo como motor de desenvolvimento sustentável em todas as ilhas do arquipélago.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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