Santiago: Agricultores lamentam fraca produção de manga devido a pragas e ataques de macacos

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Santiago: Agricultores lamentam fraca produção de manga devido a pragas e ataques de macacos
15/07/26 - 02:42 pm

Cidade da Praia, 15 Jul (Inforpress) - Agricultores de Ribeira Grande de Santiago e São Salvador do Mundo manifestaram hoje preocupação com a “fraca produção” de manga registada este ano, atribuindo a ocorrência à incidência de pragas, ventos e ataques de ratos e macacos.

Segundo afirmaram à Inforpress, o mau tempo acompanhado de fortes ventos que se tem abatido sobre as mangueiras afectou a floração das mesmas e os que floraram foram também afectados pelos ventos.

Esses factores, afirmaram os agricultores, têm reduzido significativamente a oferta da fruta para os mercados dentro e fora da ilha de Santiago.

O agricultor Marciano, de Ribeira Grande de Santiago, explicou que possui vários hectares com mangueiras, cuja produção costuma ser comercializada durante a época de colheita.

No entanto, este ano, afirmou, as vendas diminuíram devido à reduzida quantidade de frutos.

Segundo o agricultor, uma das principais causas da quebra da produção é uma praga conhecida localmente por “mangra branca e preta”. 

Acrescentou ainda que os macacos têm provocado elevados prejuízos ao derrubarem as mangas quando começam a amadurecer, consumindo apenas parte dos frutos e deixando o restante inutilizado.

Marciano afirmou que os produtores já expuseram o problema à autarquia e recorreram aos órgãos de comunicação social, na expectativa de que o Ministério da Agricultura e Ambiente adopte medidas para minimizar os prejuízos, mas, segundo disse, ainda não obtiveram resposta.

Também a agricultora Domingas Rocha, do município de São Salvador do Mundo, confirmou a fraca produção de manga este ano, apontando os ventos, as pragas e os ratos como os principais factores que afectaram as mangueiras no município.

Segundo explicou, tem ouvido relatos semelhantes de outros agricultores do concelho, onde tradicionalmente se regista uma das maiores produções de manga da ilha.

Na sua exploração agrícola, referiu que apenas algumas mangueiras produziram este ano, ao contrário de anos anteriores, quando conseguia vender grandes quantidades de manga a comerciantes que abastecem os mercados da Praia e de Assomada.

A agricultora prevê que a escassez da fruta resulte num aumento dos preços em comparação com o ano passado, quando a elevada produção permitiu a comercialização a preços mais acessíveis.

Face à situação, os dois agricultores apelaram ao Ministério da Agricultura e Ambiente para reforçar as medidas de combate às pragas e aos factores que, segundo afirmam, têm afetado as mangueiras em vários municípios da ilha ao longo dos últimos anos.

A comerciante Maria Martins, que compra manga para revenda, confirmou igualmente a redução da oferta da fruta no mercado, salientando que os preços estão mais elevados do que no ano anterior.

Segundo explicou, o preço da manga varia consoante a variedade, o tamanho e a quantidade disponível. Actualmente, uma manga da variedade bijagós é vendida entre 50 e 80 escudos, enquanto a manga de terra de menor dimensão custa entre 15 e 25 escudos por unidade.

“Temos vendido mangas, mas com alguma dificuldade. Muitas pessoas perguntam o preço e acabam por não comprar. Ainda assim, há clientes que levam, embora reclamem do valor”, afirmou, acrescentando que o aumento dos preços resulta da fraca produção e não dá margem aos comerciantes.

A Inforpress tentou obter um posicionamento do Ministério da Agricultura e Ambiente sobre a situação, mas até ao fecho desta notícia não foi possível.

DG/AA

Inforpress/Fim

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