
Assomada, 20 Nov (Inforpress) – A Câmara Municipal de Santa Catarina promoveu hoje uma marcha alusiva às campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, com o objectivo de reforçar a sensibilização da população para a importância do rastreio, diagnóstico precoce e tratamento.
A acção percorreu as principais ruas de Assomada e foi liderada pela vereadora do pelouro da Saúde, Género e Protecção da Família, Áurea Fernandes, que explicou que a iniciativa encerra um ciclo de actividades desenvolvidas ao longo do último mês, incluindo um workshop em parceria com o Centro de Atendimento Psicológico (CAP).
Segundo a autarca, apesar dos esforços crescentes, continua a verificar-se um “atraso significativo”, sobretudo entre os homens, na procura dos serviços de saúde para exames de rotina e prevenção.
“Ainda existe muito tabu, principalmente no interior de Santiago, quando se fala em rastreio do cancro da próstata. No entanto, quanto mais cedo o homem chegar ao sistema de saúde, mais cedo pode iniciar o tratamento e maiores são as possibilidades de cura”, afirmou, sublinhando que a falta de informação e o medo continuam a ser barreiras importantes no diagnóstico precoce.
Áurea Fernandes avançou ainda que, devido à dispersão geográfica do concelho e à existência de localidades com população idosa, a autarquia em parceria com a delegacia de Saúde, tem equipas no terreno que trabalham directamente com as comunidades, realizando acções de sensibilização, apoio no acesso a consultas e, quando necessário, viabilização de exames de diagnóstico e tratamento.
Para a vereadora, a prevenção permanece o caminho mais eficaz no combate à doença, sendo essencial que a informação chegue a todos os segmentos da sociedade.
Entre os participantes, Bernardino de Sousa considerou que a marcha serviu para lembrar que o exame preventivo da próstata, muitas vezes envolto em preconceitos, “é um procedimento simples e fundamental, capaz de salvar vidas”.
O munícipe alertou que o medo do rastreio permite que muitos casos sejam descobertos tardiamente, quando o tratamento já se torna mais difícil e menos eficaz.
No mesmo sentido, Carlos Monteiro considerou que “a sociedade ainda guarda preconceitos que precisam ser ultrapassados”, defendendo que os homens ganhem consciência da importância de agir cedo e de se responsabilizar pela própria saúde.
Para ele, o envolvimento da comunidade e das instituições públicas é “fundamental” para romper barreiras culturais e incentivar a mudança de comportamento.
A câmara municipal sublinhou que a marcha integra o compromisso político do executivo com a promoção da saúde pública, o combate às doenças oncológicas e o envolvimento activo da comunidade.
A iniciativa simbolizou um momento de mobilização colectiva, reforçando a responsabilidade partilhada entre instituições, cidadãos e sociedade civil na luta contra o cancro.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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