Responsável militar francês alerta para impacto global do bloqueio de Ormuz

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Responsável militar francês alerta para impacto global do bloqueio de Ormuz
16/09/26 - 07:48 am

Pequim, 16 Set (Inforpress) – O bloqueio do estreito de Ormuz demonstra como uma crise regional pode ter repercussões globais, alertou hoje em Pequim um responsável do Ministério francês das Forças Armadas, que defendeu a liberdade de navegação no Médio Oriente e Indo-Pacífico.

Sébastien Vallette interveio na primeira sessão plenária do Fórum Xiangshan, principal encontro anual de diplomacia militar organizado pela China, dedicado à ordem internacional e à estabilidade estratégica.

O responsável francês afirmou que a ordem internacional atravessa uma "crise sistémica", devido à agressão e à tendência para considerar o direito internacional como "opcional".

Neste contexto, apontou o bloqueio do estreito de Ormuz como "um exemplo marcante" das repercussões mundiais de um conflito, salientando que, num mundo globalizado, nenhum país pode considerar-se imune aos efeitos indiretos.

O estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de energia, permanece bloqueado pelo Irão desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, enquanto Washington mantém um cerco naval à República Islâmica.

Vallette afirmou que a França mantém meios de desminagem nas proximidades do estreito de Ormuz e escoltas preparadas para serem mobilizadas juntamente com os seus parceiros "assim que as condições de segurança o permitam".

O representante francês recordou o destacamento do grupo de combate do porta-aviões francês, cujo objetivo, afirmou, foi contribuir para salvaguardar a liberdade de navegação no mar Vermelho, no golfo Pérsico e no mar do Sul da China.

Vallette abordou ainda a guerra na Ucrânia, afirmando que a França tem defendido os direitos de Kiev no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral das Nações Unidas e prestado ajuda financeira, militar e humanitária desde a invasão russa.

O responsável acrescentou que Paris não hesitará em fornecer garantias de segurança à Ucrânia quando for alcançado um cessar-fogo no conflito, perante o qual Pequim tem mantido uma posição ambígua desde o início, ao mesmo tempo que aprofundou as relações com Moscovo.

Inforpress/Lusa

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