
Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – A mentora do projecto “SplorArti”, Soraia Almeida, explicou hoje, que a iniciativa nasce como um “grito de esperança”, assente na convicção de que a arte pode ser uma ferramenta fundamental de comunicação, intervenção e transformação social.
A primeira edição do projecto “SplorArti – Explora a Arte. Explora-te”, que está a decorrer no Centro de Formação Profissional de São Lourenço dos Órgãos, entre os dias 2 e 12 de Abril, com o objectivo de promover a expressão artística e estimular a criatividade junto das comunidades do interior.
Em entrevista à Inforpress, Soraia Almeida explicou que o projecto pretende levar diferentes formas de expressão artística como pintura, dança, escultura e música às comunidades onde as oportunidades são mais limitadas, mas que existe curiosidade e vontade de aprender.
“A ideia é levar pequenas formas de arte e expressão a outras comunidades do interior”, sublinhou.
Apesar de a marca ser recente e estar em processo de registo, a ideia, segundo explicou, surgiu há um ano, aquando da primeira experiência de serviço voluntariado em São Lourenço dos Órgãos.
Portanto, para Soraia Almeida a escolha deste município é uma forma de homenagear a comunidade local que lhe acolheu durante o período de voluntariado.
Relativamente ao impacto, aquela responsável acredita que este já se faz sentir desde as primeiras actividades realizadas no passado, onde as crianças, os familiares mostraram-se entusiasmados com o projecto.
“As crianças começam a guardar as músicas, a pedir mais histórias, a querer experimentar”, afirmou, acrescentando que o retorno das famílias demonstra a relevância da iniciativa.
Com a implementação formal do projecto, a mesma fonte não define o sucesso em termos numéricos, mas sim pela capacidade de despertar novas formas de pensar e criar.
O objectivo passa por incentivar as crianças a descobrir que “com uma simples cor ou um simples objecto” podem criar algo diferente e significativo.
Soraia Almeida fez saber que o projecto na sua primeira edição tem registado uma adesão crescente com a participação das crianças. “No primeiro dia, 35 crianças e 47 no seguinte, números que superaram as expectativas iniciais”, disse.
Questionado sobre o porquê de associar o projecto ao Atlantic Music Expo (AME) respondeu que surge como uma estratégia de integração no panorama cultural mais amplo.
A promotora considera que eventos desta natureza desempenham um “papel essencial” na projecção internacional da música cabo-verdiana, mas defende a importância de incluir também o público infantil nesse universo.
O projecto encontra-se na Feira do Altantic Music Expo que também está a decorrer na Praça Alexandre Albuquerque, na cidade da Praia.
JBR/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar