Presidenciais2026: Gilson Alves propõe regime presidencialista e combate à corrupção

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Presidenciais2026: Gilson Alves propõe regime presidencialista e combate à corrupção
29/10/26 - 09:49 am

Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – Gilson Alves, 45 anos, médico-cirurgião de formação, apresenta-se às eleições presidenciais de 15 de Novembro com um discurso de combate à corrupção e transformação profunda do sistema político cabo-verdiano, com reforço dos poderes do chefe de Estado.

Natural do município do Porto Novo, Santo Antão, onde viveu até aos 12 anos, tendo depois mudado para São Vicente onde fez os estudos secundários, ilha onde também disse ter tido os primeiros contactos com a política.

Após os estudos secundários formou-se como médico-cirurgião na Universidade do Porto (Portugal) e exerceu a profissão no hospital de São João do Porto.

Enveredou-se posteriormente pela investigação científica, com três anos de serviço no Japão, onde participou num programa doutoral relacionado com a investigação sobre o VIH/Sida.

Actualmente apresenta-se como empresário e investidor em produtos financeiros diversos e afirma apostar na inovação e no desenvolvimento de projectos capazes de gerar riqueza.

Na sua carreira política, destaca-se o cargo de presidente do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) de 2018 a 2021.

Gilson Alves concorre pela segunda vez à Presidência da República, depois de ter participado nas eleições de 2021, nas quais obteve 1.410 votos.

O mesmo apresenta-se nestas eleições com o lema da campanha “M16.2”, alusivo ao “ao movimento 16 de Fevereiro”, data em que foi publicado na televisão pública o seu vídeo “terraço escuro”, mas também 16.2, uma referência à segunda emenda do direitos de porte de armas, uma das bandeiras do candidato.

O candidato apresenta ainda como símbolo da sua campanha um bastão de beisebol, que segundo o mesmo é uma forma de divulgar a prática da modalidade em Cabo Verde.

Entre as suas principais propostas está a adopção de um regime presidencialista, com concentração de competências executivas na figura do chefe de Estado, em substituição do actual modelo.

O candidato defende igualmente uma revisão profunda da Constituição e alterações no funcionamento das instituições, sobretudo no sector da Justiça, cuja actuação tem sido alvo de críticas da sua parte.

No combate à corrupção, uma das bandeiras centrais da candidatura, Gilson Alves propõe o agravamento das punições aplicáveis aos responsáveis por crimes dessa natureza, tendo defendido publicamente a pena de morte para determinados agentes públicos considerados culpados de corrupção.

Concorrem ao cargo de Presidente da República, para além de José Maria Neves, que busca a renovação do mandato, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito Tavares de Sousa.

Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.

WM/AA

Inforpress/Fim

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