
Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – O candidato às presidenciais de 2026 Gilson Alves iniciou hoje a campanha eleitoral na Cadeia Central da Praia, defendendo o indulto a 99% dos reclusos, mediante um pacto para combater a criminalidade no país.
Segundo Gilson Alves, a escolha do estabelecimento prisional para o arranque da campanha tem “um forte valor simbólico”, tendo em conta a importância da justiça na sua plataforma eleitoral e a sua própria experiência de reclusão.
Durante o contacto com os reclusos, Gilson Alves avançou com a proposta de um “pacto” que prevê a libertação de 99% dos presos em todo país, em troca do compromisso de contribuírem para a redução e o combate à criminalidade.
Segundo sublinhou o candidato, a sua proposta não constitui um incentivo à prática de atos criminosos, mas uma estratégia que, na sua perspectiva, poderá contribuir para a segurança no país.
O candidato justificou ainda a proposta com o argumento de que as pessoas que já cometeram crimes conhecem melhor as zonas de maior incidência criminal e os problemas associados à criminalidade, podendo, por isso, colaborar na identificação e prevenção desses fenómenos.
“Portanto, que não haja equívocos, o Gilson Alves não está a instigar o crime, mas sim quer acabar com o crime e sabe como acabar com o crime e os outros candidatos não sabem como acabar com o crime”, destacou.
Gilson Alves advertiu, contudo, que os beneficiários do eventual indulto que voltarem a cometer crimes ou desrespeitarem o compromisso assumido poderão perder o benefício e regressar à prisão.
“Se eu for tão generoso, e eu vou ser, se eu ganhar a Presidência, eles virão todos para a rua”, afirmou, acrescentando que não haverá perdão para quem trair o pacto.
Gilson Alves reiterou ainda que é o candidato que quer acabar com o crime, combatendo-o lá onde origina-se, “na corrupção”.
O candidato destacou o combate à corrupção como uma das principais vias para enfrentar a criminalidade, considerando que a corrupção está na origem da injustiça e que esta, por sua vez, contribui para o crime.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, para além de José Maria Neves, que busca a renovação do mandato, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito Tavares de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/ZS
Inforpress/Fim
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