Presidenciais2026: Gilson Alves promete combate ao narcotráfico e à corrupção com penas severas

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Presidenciais2026: Gilson Alves promete combate ao narcotráfico e à corrupção com penas severas
05/11/26 - 11:03 am

São Filipe, 05 Nov (Inforpress) – O candidato à Presidência da República Gilson Alves comprometeu-se hoje, no Fogo, a combater o narcotráfico através do reforço da prevenção, a moralização das instituições públicas e a aplicação de penas severas.

No encerramento da acção de campanha à ilha do Fogo, tendo em vista o pleito de 15 de Novembro, o candidato considerou que as autoridades cabo-verdianas têm abordado de forma errada o problema da criminalidade.

Para Gilson Alves, as autoridades têm concentrado os esforços na identificação e detenção de pequenos criminosos, enquanto, na sua perspectiva, a criminalidade de maior dimensão estará também instalada nas altas esferas do poder.

O aspirante ao Palácio do Platô apontou a corrupção, a cobiça individual e a falta de patriotismo como os principais factores que motivam o envolvimento de quadros e profissionais de diversos sectores em actividades ilícitas, com destaque para o tráfico internacional de estupefacientes.

Neste contexto, defendeu que a estratégia contra o narcotráfico deve ser alicerçada na prevenção primária, mediante a nomeação de cidadãos comprovadamente íntegros e comprometidos com o interesse público para os cargos de chefia do Estado e das instituições da República.

“Temos de dar o exemplo, colocar pessoas que são desinteressadas nas altas esferas do poder”, afirmou, reforçando que os titulares de cargos públicos devem demonstrar uma “total aversão” à corrupção, à alta criminalidade e ao tráfico de drogas.

No que concerne à prevenção secundária, vocacionada para a repressão dos crimes consumados, Gilson Alves advogou a adopção de medidas punitivas “muito severas”, reiterando a sua posição favorável à introdução da pena de morte no ordenamento jurídico nacional.

Não obstante a defesa da pena capital, admitiu a viabilidade de se submeter a consulta popular, mediante referendo, a opção pela prisão perpétua como alternativa, desde que sejam garantidas sanções com eficácia dissuasora contra o crime organizado.

Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, José Maria Neves, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Joana Rosa e Loisito de Sousa.

Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.

WM/CP

Inforpress/Fim

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