
São Filipe, 05 Nov (Inforpress) – O candidato à Presidência da República Gilson Alves comprometeu-se hoje, no Fogo, a combater o narcotráfico através do reforço da prevenção, a moralização das instituições públicas e a aplicação de penas severas.
No encerramento da acção de campanha à ilha do Fogo, tendo em vista o pleito de 15 de Novembro, o candidato considerou que as autoridades cabo-verdianas têm abordado de forma errada o problema da criminalidade.
Para Gilson Alves, as autoridades têm concentrado os esforços na identificação e detenção de pequenos criminosos, enquanto, na sua perspectiva, a criminalidade de maior dimensão estará também instalada nas altas esferas do poder.
O aspirante ao Palácio do Platô apontou a corrupção, a cobiça individual e a falta de patriotismo como os principais factores que motivam o envolvimento de quadros e profissionais de diversos sectores em actividades ilícitas, com destaque para o tráfico internacional de estupefacientes.
Neste contexto, defendeu que a estratégia contra o narcotráfico deve ser alicerçada na prevenção primária, mediante a nomeação de cidadãos comprovadamente íntegros e comprometidos com o interesse público para os cargos de chefia do Estado e das instituições da República.
“Temos de dar o exemplo, colocar pessoas que são desinteressadas nas altas esferas do poder”, afirmou, reforçando que os titulares de cargos públicos devem demonstrar uma “total aversão” à corrupção, à alta criminalidade e ao tráfico de drogas.
No que concerne à prevenção secundária, vocacionada para a repressão dos crimes consumados, Gilson Alves advogou a adopção de medidas punitivas “muito severas”, reiterando a sua posição favorável à introdução da pena de morte no ordenamento jurídico nacional.
Não obstante a defesa da pena capital, admitiu a viabilidade de se submeter a consulta popular, mediante referendo, a opção pela prisão perpétua como alternativa, desde que sejam garantidas sanções com eficácia dissuasora contra o crime organizado.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, José Maria Neves, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/CP
Inforpress/Fim
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