
Cidade da Praia, 07 Nov (Inforpress) – O candidato presidencial Gilson Alves considerou positiva a sua prestação nos dois debates promovidos pela RTC, afirmando estar “satisfeito com as ideias apresentadas” e acusando o homólogo José Maria Neves, de desrespeitar os eleitores ao não participar.
Em declarações à imprensa, após o segundo debate presidencial, Gilson Alves afirmou que a sua candidatura está preparada há mais de um ano, com um “projecto de campanha estruturado e planeado ao pormenor”, pelo que, segundo disse, os acontecimentos têm decorrido conforme previsto.
Segundo o candidato, apesar do cansaço acumulado a meio da campanha, os desafios têm contribuído para melhorar o seu carácter e a sua resistência, destacando ainda a oportunidade de combater aquilo que considera ser um “estado de perseguição política em Cabo Verde”.
Gilson Alves apontou como ponto alto do debate o exercício da sua liberdade de expressão, nomeadamente, quando abordou a possibilidade de fuzilamento, mediante duas condições: “a existência de pena de morte no ordenamento jurídico e uma eventual condenação por um crime punível com essa sanção”.
O candidato considerou que não cometeu qualquer crime ao expressar essa posição e criticou a intervenção do moderador do debate, que, na sua interpretação, o interrompeu e retirou-lhe tempo para falar sobre a alegada apologia do crime e da violência.
Sobre o conteúdo do debate, o candidato destacou a discussão em torno do nacionalismo africano e da identidade cabo-verdiana, defendendo que o país deve assumir a sua identidade crioula e africana como base para a construção das suas políticas e estratégias geopolíticas.
Relativamente à ausência de José Maria Neves no debate, Gilson Alves voltou a criticar essa atitude do candidato, considerando que o actual chefe de Estado abandonou o campo de debate e desrespeitou os eleitores ao não apresentar as suas ideias perante os cabo-verdianos.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, os candidatos Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/HF
Inforpress/Fim
Partilhar