
Cidade da Praia, 12 Jul (Inforpress) - O pré-candidato às eleições presidenciais de 15 de Novembro Milton Paiva avançou hoje que se encontra numa fase activa de mobilização de apoios políticos e da sociedade civil, comparando o actual processo a uma espécie de "primárias".
Em declaraçõeà Inforpress, Milton Paiva explicou que está a estabelecer contactos com partidos políticos, personalidades de diferentes quadrantes, amigos e familiares para consolidar a base de apoio à plataforma que pretende apresentar ao país.
O pré-candidato esclareceu que a candidatura ainda não foi formalizada junto do Tribunal Constitucional, um procedimento a ocorrer nos prazos legais, focando-se agora na identificação de mandatários nacionais, regionais, temáticos e da diáspora.
Milton Paiva recordou o seu percurso como dirigente do Movimento para a Democracia (MpD) durante cerca de um ano, embora actualmente não integre nenhum órgão da estrutura, manifestando a expectativa de poder colher o apoio dessa força política. Contudo, defendeu que a magistratura de influência exige total distanciamento das disputas partidárias.
"O Presidente é sempre independente. É um cidadão que representa todos os cabo-verdianos, exercendo uma função de mediação, arbitragem e construção de pontes", sustentou, acrescentando que, por essa razão, está a solicitar apoio em vários quadrantes e organizações.
Afirmando pertencer a uma geração distinta das que protagonizaram os ciclos políticos de 1975 e de 1990, Milton Paiva assegurou que quer introduzir uma nova forma de fazer política em Cabo Verde.
Segundo apontou, a sua proposta traz "novidades e inovações, tanto na forma como no estilo, nos meios e nas ideias", afirmando que as pessoas que acompanham o seu percurso reconhecem propostas diferenciadas.
O jurista revelou igualmente que a sua plataforma política, designada "Manifesto 53", faz referência aos cerca de 53 por cento de eleitores que se abstiveram nas últimas eleições, por diferentes razões, como mudanças de residência para outra ilha ou para o estrangeiro, ou por não se encontrarem no país no momento da votação.
Além de Milton Paiva, o jurista Casimiro de Pina, as ex-ministras Joana Rosa e Janine Lélis, o advogado Hélio Sanches e o engenheiro naval Fernando Delgado já manifestaram publicamente a intenção de concorrer à sucessão de José Maria Neves nas eleições presidenciais deste ano.
LT/CP
Inforpress/Fim
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