
Cidade da Praia, 19 Set (Inforpress) – Os preços dos produtos alimentares de primeira necessidade a nível mundial apresentaram, na semana de 10 a 16 de Setembro uma tendência mista no trigo e açúcar e alta no óleo, arroz e milho.
Estas informações constam do INFOSemanal nº 37/2025, divulgados hoje pelo Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN) face ao comportamento dos preços dos produtos alimentares de base no mercado internacional.
De acordo com aquele boletim informativo, o mercado internacional de óleo de soja registou movimentos ascendentes nos principais produtores mundiais, as cotações mundiais de exportação de açúcar foram impactadas por expectativas de aumento na produção de açúcar da Índia e oscilações no mercado mundial de petróleo.
Na Índia, a Indian Sugar Mills Association (ISMA) reafirmou a sua previsão para a produção de açúcar no país em 2025/26 em 34,9MT (milhões de toneladas), cuja previsão mantém-se “inalterada” face à estimativa de produção divulgada no final de Julho.
“Um aumento marginal da produção de açúcar nos principais estados produtores será provavelmente compensado por pequenos declínios nas regiões afectadas pelas cheias, mantendo a perspectiva de produção estável”, refere a mesma fonte.
Na Argentina, as cotações de óleo de soja aumentaram cerca de 5,5 por cento (%), comparativamente à semana anterior, no Brasil, os preços do óleo de soja também subiram, cerca de 3,5%.
Quanto aos preços mundiais de exportação de arroz que apresentaram uma tendência de alta em relação à semana anterior, na Tailândia, a desaceleração das chegadas de culturas fora de época e as oscilações cambiais apoiaram as cotações de arroz, enquanto no Vietname, os preços de exportação de arroz subiram ligeiramente com o aumento da procura.
Relativamente ao trigo, a publicação aponta que os preços mundiais de exportação registaram uma tendência mista face à semana passada.
Refere que na Rússia, a moderação na procura influenciou as cotações, e a SovEcon estimou a produção em 87,2MT, com produtividades acima do esperado na Sibéria e nos Urais.
Na União Europeia (UE), apesar da “forte concorrência” nas exportações ter permanecido, os preços da França registaram um aumento semanal e na Argentina, as cotações mantiveram a baixa da semana passada.
Segundo a mesma fonte, os preços mundiais de exportação de milho, bem como as cotações mundiais de frete marítimo registaram uma tendência de alta, face à semana passada.
O boletim referiu que nos Estados Unidos, as perspectivas de uma “sólida procura” local e internacional e o enfraquecimento do dólar americano contribuíram para alta nos preços, na Argentina, as cotações de exportação de milho assinalaram uma subida de 2,0%, comparativamente à semana anterior.
No Brasil, foi reportado que a sementeira da primeira safra de 2025/26 se encontrava 15% concluída, a Conab elevou a sua previsão de produção de milho de 2024/25 para 139,7MT (milhões de toneladas).
SC/ZS
Inforpress/Fim
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