
Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – Algumas mesas de voto na cidade da Praia abriram hoje com algum atraso, devido a constrangimentos relacionados com a falta de materiais indispensáveis ao processo eleitoral, nomeadamente, a tinta indelével e problemas técnicos nas urnas.
Segundo informações recolhidas pela Inforpress junto de membros das assembleias de voto, nas mesas PR-AA-01 e PR-Ak-03 o início da votação foi retardado pela ausência de tinta indelével, material utilizado para marcar os eleitores após o exercício do voto.
Já na mesa PR-AJ-02, os atrasos ficaram a dever-se ao facto de algumas urnas não disporem do sistema de fecho adequado, situação que obrigou os responsáveis a aguardarem pela substituição ou regularização dos equipamentos antes da abertura oficial.
Apesar dos constrangimentos registados nas primeiras horas da manhã, o processo eleitoral decorre de forma considerada “normal” na maioria das assembleias de voto da capital, com afluência gradual dos eleitores.
Ao todo serão 416.300 eleitores, dos quais 344.284 inscritos nas ilhas e 72.051 no estrangeiro.
Os eleitores estão distribuídos por cerca de mil mesas de voto no arquipélago e mais de 200 na diáspora, num escrutínio que decorre das 08:00 às 18:00.
Das cinco forças políticas na corrida, apenas o Movimento para a Democracia (MpD) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) apresentaram listas em todos os 13 círculos eleitorais, dos quais dez no arquipélago e três na diáspora.
A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) concorre em dez círculos, o Partido Popular (PP) e o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS) concorrem em seis círculos, cada.
Numa mensagem à nação na véspera do escrutínio, o Presidente da República, José Maria Neves, exortou os cabo-verdianos, no país e na diáspora, a participarem massivamente no acto e ao voto consciente, sublinhando que a abstenção fragiliza a democracia.
Nas legislativas de 2016, a abstenção foi de 34%, crescendo para 42% em 2021, durante um período de restrições devido à pandemia da covid-19.
A votação está a ser acompanhada por cerca de 200 observadores internacionais.
LC/HF
Inforpress/Fim
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