
Lisboa, 07 Fev (Inforpress) – O porta-voz dos deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) afirmou, em Lisboa, que a comunidade residente em Portugal está “descontente com a forma como está a ser conduzido o processo de recenseamento eleitoral”.
Em declarações hoje à Inforpress, o porta-voz dos parlamentares do PAICV, Francisco Pereira, explicou que estas queixas registadas durante contactos com emigrantes foram apresentadas hoje durante um encontro com os membros e o presidente da Comissão de Recenseamento Eleitoral de Cabo Verde em Portugal (CRE-PT), Rito Correia.
“Não estamos contentes com a forma como o processo de recenseamento eleitoral tem sido conduzido em Portugal. Temos recebido queixas da população de que a Comissão de Recenseamento Eleitoral (CRE) tem marcado rotas e, posteriormente, alterá-las sem a devida comunicação”, afirmou o deputado do PAICV eleito pelo círculo da Europa e Resto do Mundo.
Francisco Pereira referiu-se ainda aos desafios enfrentados no terreno, sublinhando que, apesar do elevado número de cabo-verdianos que entraram em Portugal nos últimos dois anos, somente cerca de 2.000 cidadãos foram recenseados até ao momento, situação que considerou preocupante, tendo em conta que o processo termina a 13 de Março.
De entre os principais constrangimentos, apontou ainda dificuldades de planeamento das deslocações, agravadas com o mau tempo, críticas da população, bem como a dependência de financiamento para a realização das acções de recenseamento.
Perante tudo isso, o deputado do PAICV defendeu a necessidade de melhorias urgentes no processo, de forma a permitir que maior número de cidadãos nacionais possa se recensear.
Segundo ele, tendo em conta que os emigrantes dão uma grande contribuição para o desenvolvimento de Cabo Verde, as autoridades cabo-verdianas devem criar as condições necessárias para que estes possam exercer plenamente o seu direito de cidadania.
O parlamentar propôs ainda um reforço da divulgação das rotas de recenseamento eleitoral, tanto nas instituições frequentadas pelos emigrantes como na comunicação social.
Não obstante os constrangimentos registados, Francisco Pereira apelou aos cidadãos cabo-verdianos residentes em Portugal para se recensearem para que possam exercer o seu direito de voto nas eleições legislativas de 17 de Maio.
“Como bons cidadãos, devem participar no processo de transformação de Cabo Verde, votando e escolhendo o Governo que entendem ser o melhor para servir o país”, concluiu Pereira.
FM/AA
Inforpress/Fim
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