Porto Novo: Habitantes almejam ter luz 24 horas e consumir água de qualidade em 2026

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Porto Novo: Habitantes almejam ter luz 24 horas e consumir água de qualidade em 2026
15/12/25 - 02:40 pm

Porto Novo, 15 Dez (Inforpress) – Os habitantes da aldeia piscatória do Monte Trigo, no interior do município do Porto Novo, em Santo Antão, almejam a retoma em 2026 do fornecimento de energia eléctrica durante 24 horas por dia.

A Inforpress abordou alguns moradores que, além da retoma da luz eléctrica de forma continuada, ambicionam também em 2026 consumir água potável.

A líder desta comunidade partilha do desejo dos habitantes, regozijando-se com os investimentos em curso nesta aldeia com vista a atender a essas preocupações da comunidade. 

Maria Miranda confirmou que estão em andamento os projectos que visam reforçar a central fotovoltaica dessa localidade, cuja capacidade passará de 40 kWp para 100 kWp, possibilitando o fornecimento de energia eléctrica durante 24 horas/dia.

A central tem registado, nos últimos anos, dificuldades em atender à demanda em termos de fornecimento de energia eléctrica, que levou o Governo a investir no reforço dessa unidade, cujas obras estão em andamento no quadro do programa de desenvolvimento integrado do Monte Trigo.

A Câmara Municipal do Porto Novo disse que vai também investir na melhoria da central fotovoltaica, disponibilizando um gerador alternativo, em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio e Energia.

A nível do abastecimento de água, está também em andamento o projecto de instalação de uma dessalinizadora em Monte Trigo com a capacidade de produção de 25 metros cúbicos por dia.

A população do Monte Trigo consome uma água considerada de “má qualidade”, segundo estudos realizados pelas entidades competentes, que demonstram que a água proveniente de uma nascente dispõe de quantidade “exagerada” de flúor, causando problemas de saúde às pessoas. 

Os investimentos em curso em Monte Trigo, estimados em mais de 70 mil contos, serão concluídos em 2026, segundo a previsão do Governo.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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