
Porto Novo, 31 Out (Inforpress) – A feira agropecuária do Planalto Leste, em Santo Antão, arranca hoje numa iniciativa do Grupo Jovens Unidos por um Planalto Leste sem Desemprego, para dinamizar a economia local, informaram hoje os promotores.
Para o grupo, a feira contribui para a diversificação económica e para o empoderamento das mulheres empreendedoras do Planalto Leste, muitas delas chefes de família, referiu.
Numa mensagem dirigida à população do Planalto Leste, a Câmara Municipal do Porto Novo, parceira do evento, indicou que a iniciativa do grupo de jovens surge num contexto em que a pequena transformação agroalimentar se afirma como uma oportunidade estratégica para o melhor aproveitamento dos excedentes da produção agrícola.
A feira agropecuária de Lagoa do Planalto Leste, que vai na sua segunda edição, conta com agricultores e criadores de gado de todo o Planalto Leste e tem como principal propósito a promoção dos produtos agrícolas e pecuários deste planalto, criando oportunidade para as famílias locais.
O evento, de acordo com os promotores, “veio para ficar” por contribuir para “valorizar os produtos locais, fortalecer a economia familiar e gerar rendimentos nas comunidades rurais”.
Faz parte de um conjunto de feiras que acontecem, ao longo do ano, em todo o município do Porto Novo, numa parceria entre as associações locais e a autarquia porto-novense.
A câmara municipal informou ainda que acredita que as feiras têm trazido “grande dinâmica económica” às localidades com vocação agrícola e pecuária.
Para o executivo camarário, a aposta na realização de feiras agropecuárias um pouco por todo o município deve-se à necessidade de “se estimular, cada vez mais, o desenvolvimento rural, promover os produtos locais e criar oportunidades para as famílias”.
Porto Novo tem sido, apesar das condições adversas, “um importante centro de produção de hortícolas” no contexto de Santo Antão, graças à aposta dos agricultores na produção de culturas como batata comum e doce, tomate, inhame, cenouras, entre outros.
Para isso, têm contribuído os investimentos na redução dos custos de produção de água, através da aposta nas energias renováveis, além da rentabilização deste recurso natural através da massificação da rega gota a gota.
Os 22 sistemas de produção de água existentes no município estão equipados com energia solar, reduzindo em 70 por cento (%) o custo.
Porto Novo dispõe de uma taxa de cobertura com rega gota à volta de 66%, correspondente a 175 hectares de área de regadio cobertos com as novas tecnologias de irrigação.
Dos 265 hectares de terrenos de regadio, 175 hectares estão cobertos com o sistema de rega gota a gota.
JM/AA
Inforpress/Fim
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