Porto Novo: Criadores de gado da zona baixa diz que demora de chuvas começa a preocupar a classe

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Porto Novo: Criadores de gado da zona baixa diz que demora de chuvas começa a preocupar a classe
08/09/26 - 02:23 pm

Porto Novo, 08 Set (Inforpress) – Associação dos Criadores de Gado do Porto Novo, Santo Antão, informou hoje que os criadores da zona baixa deste município (Aureliano, Morro Tubarão, Morro Brás) começam a ficar preocupados com a demora na queda de chuvas.

O representante da associação, Romeu Rodrigues, disse à Inforpress que são já evidentes os sinais de inquietação no seio da classe, tendo em conta a demora de precipitações no concelho do Porto Novo, antevendo-se mais um ano de seca.

“Se não chover neste mês de Setembro, a situação ficará muito difícil, mas os criadores de gado começam a ficar preocupados com a demora de chuvas, com o espectro de mais um ano de seca”, avançou o responsável, que disse esperar que o Ministério da Agricultura esteja atento à situação.

Romeu Rodrigues regozijou-se com a entrada em funções de um novo delegado do Ministério da Agricultura no Porto Novo, Nuno Delgado, acreditando que estes serviços vão apoiar os criadores de gado no salvamento do seu efectivo, caso se confirme mais um mau ano agrícola.   

Os criadores das zonas altas (planaltos Norte e Leste) têm-se, também, mostrado apreensivos com a demora na queda de chuvas no município do Porto Novo.

Os criadores de gado do Planalto Norte expressaram a sua preocupação com a demora na queda de chuvas neste planalto, onde já não existe “há muito tempo” pasto para os animais.

Luciano Santos, porta-voz dos criadores, confirmou que a classe está preocupada com a demora na queda de chuva no Planalto Norte, fustigado por sucessivos anos de seca.

A preocupação, neste momento, desta classe é salvar os animais mesmo enfrentando dificuldades para adquirir ração, cujo preço ultrapassa as possibilidades de muitos criadores de gado.

No Planalto Leste, a Inforpress apurou que os criadores de gado estão a vender os seus animais devido a dificuldades na compra de ração e da água.

As autoridades municipais têm alertado para o facto de este município enfrentar seca persistente, trazendo “vários desafios para o concelho”, designadamente para as famílias que vivem da pecuária e da agricultura de sequeiro.

JM/CP

Inforpress/Fim

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