
Cidade da Praia, 27 Mai ( Inforpress) - A Polícia Judiciária alertou hoje para o aumento de casos de burla e chantagem nas redes sociais, praticados através de perfis falsos que induzem as vítimas à partilha de conteúdos íntimos para posterior extorsão financeira.
A informação foi divulgada na página oficial da instituição, na qual a mesma afirma que os esquemas estão a ser investigados pela Brigada Central de Investigação e Combate ao Cibercrime e Terrorismo (BCICCT), envolvendo suspeitos que se fazem passar por mulheres ou homens jovens, muitas vezes residentes no estrangeiro e com aparente elevado poder económico.
A polícia científica explica que os criminosos iniciam contactos nas redes sociais através de pedidos de amizade e conversas informais, que evoluem posteriormente de forma rápida para interacções de natureza íntima.
Em alguns casos, os criminosos enviam imagens de teor sexual, geralmente retiradas da internet, com enfoque em criar confiança com as vítimas.
Em seguida, as próprias vítimas são incentivadas a partilhar fotografias ou vídeos íntimos, sendo depois alvo de chantagem.
Os suspeitos ameaçam divulgar o conteúdo a familiares, amigos ou entidades patronais caso não sejam efectuados pagamentos.
O esquema, segundo a mesma fonte, pode incluir ainda contactos subsequentes de indivíduos que se fazem passar por familiares da alegada vítima ou até por autoridades policiais e diplomáticas, alegando falsos crimes relacionados com pornografia de menores e exigindo transferências financeiras para evitar prisão ou processos judiciais.
A instituição refere que, mesmo após os pagamentos, as ameaças tendem a continuar, com novas exigências financeiras.
Perante esta situação, a Polícia Judiciária recomenda cautela na aceitação de pedidos de amizade de perfis desconhecidos, a não partilha de conteúdos íntimos e a não realização de qualquer pagamento sob ameaça ou chantagem.
A mesma fonte aconselha ainda as vítimas a preservar todas as provas e a apresentar denúncia às autoridades, através da linha gratuita 134 ou presencialmente.
A Polícia Judiciária garante que continua a acompanhar e investigar este tipo de criminalidade, reforçando o apelo à utilização responsável das redes sociais e à protecção da privacidade dos cidadãos.
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Inforpress/Fim
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