Plataforma das ONG quer terceiro sector “mais forte, autónomo e reconhecido como parceiro estratégico"

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Plataforma das ONG quer terceiro sector “mais forte, autónomo e reconhecido como parceiro estratégico"
27/08/26 - 02:24 pm

Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) - O presidente da Plataforma das ONG, Felisberto Moreira, considerou hoje que Cabo Verde precisa de um terceiro sector “mais forte, autónomo e reconhecido como parceiro estratégico” no desenvolvimento do país.

Num balanço à Inforpress sobre as principais conclusões saída do workshop para a construção do Plano Estratégico do Terceiro Sector de Cabo Verde 2026-2030, Felisberto Moreira considerou que o fortalecimento do terceiro sector implica organizações dotadas de melhores capacidades de liderança, gestão, mobilização de recursos, prestação de contas e demonstração de impacto.

Passa igualmente, continuou, pela criação de mecanismos permanentes de diálogo e concertação entre o Estado e a sociedade, de modo a garantir que a participação das organizações da sociedade civil não se limite a consultas pontuais.

Sublinhou que fortalecer o terceiro sector significa reforçar a participação cidadã, melhorar as respostas às necessidades das comunidades e contribuir para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável em Cabo Verde.

No domínio financeiro, salientou que existe consenso sobre a necessidade de ultrapassar a dependência de projectos de curta duração, defendendo a criação de um mecanismo nacional e permanente de financiamento das organizações da sociedade civil, critérios transparentes de acesso aos recursos e um quadro legal e fiscal favorável ao mecenato, à economia social e ao investimento social.

Ao mesmo tempo, acrescentou, as organizações deverão reforçar a sua transparência e a capacidade de demonstrar os resultados e o impacto do seu trabalho.

Felisberto Moreira explicou que os contributos recolhidos durante os dois dias de trabalho serão considerados na formulação do Plano Estratégico do Terceiro Sector de Cabo Verde 2026-2030, cujo objectivo é transformar a reflexão em prioridades, responsabilidades e medidas concretas.

Para o presidente da Plataforma das ONG, a sustentabilidade financeira está interligada com todas as outras áreas de intervenção, sendo uma preocupação transversal das organizações da sociedade civil.

A Plataforma das ONG pretende igualmente continuar a promover o diálogo entre os seus associados, as organizações da sociedade civil, o Estado, os parceiros de desenvolvimento e os organismos internacionais para que todos possam estar alinhados no desenvolvimento de Cabo Verde.

DG/AA

Inforpress/Fim

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