
Cidade da Praia, 25 Fev (Inforpress) – O primeiro-ministro afirmou hoje, no parlamento, que Cabo Verde regista um “bom desempenho económico”, com um crescimento robusto e continuado, apesar do contexto internacional de crises graves e tensões geopolíticas.
“Transitamos de país de rendimento médio baixo para rendimento médio alto e temos a ambição de ser país de rendimento alto”, pontuou Ulisses Correia e Silva, para quem Cabo Verde ambiciona diversificar a sua economia e reduzir a vulnerabilidade face a choques externos.
O chefe do Governo fez estas considerações ao abrir o debate sobre os dez anos da sua governação, tema agendado a pedido do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição).
“Conseguimos reduzir o desemprego para o nível mais baixo registado na história do arquipélago”, vincou o primeiro-ministro, acrescentando que o desafio para o próximo ciclo reside no aumento da produtividade e na criação de empregos com melhor remuneração.
O chefe do Governo reiterou que em 2027 o salário mínimo nacional passará para 25.000 e que a redução do imposto de rendimento das pessoas colectivas, que irá passar para os 15% (por cento).
“O desagravamento fiscal e financeiro do crédito à habitação, da energia e do rendimento do trabalho são medidas que no próximo ciclo irão ter um impacto positivo nas empresas e no rendimento das famílias cabo-verdianas”, assegurou.
Para Ulisses Correia e Silva, a redução da pobreza extrema para metade é um objectivo conseguido, “que está em linha com a sua eliminação em 2026”.
Em relação ao ensino superior, revelou que o país atingiu 23 por cento (%) da taxa de acesso, equiparável à da África do Sul.
“Até 2030 queremos atingir 90%, que é o padrão dos países desenvolvidos”, prometeu.
Garantiu que a acção social escolar universitária vai ser reforçada, com aumento da atribuição do número de bolsas, com o Programa de Residência Universitária e o Programa de Trabalho Remunerado para estudantes.
Para tornar Cabo Verde mais sustentável em termos de energia, disse que em 2030 o país atingirá mais de 50% da produção de energia elétrica através de energias renováveis e 80% em 2040.
No domínio dos transportes indicou que o sector foi “estabilizado” e que existem investimentos em curso para o aumento das frotas aérea e marítima.
“As infra-estruturas aéreas e aeroportuárias e portuárias vão melhorar a conectividade, a coesão territorial, a ligação com a nossa diáspora e o mercado externo turístico”, salientou Correia e Silva, concluindo que a coesão territorial vai ser reforçada.
LC/CP
Inforpress/Fim
Partilhar