
Sal Rei, 16 Abr (Inforpress) – A enfermeira-chefe da Delegacia de Saúde da Boa Vista confirmou hoje a existência de um surto de varicela na ilha, registrando-se um aumento progressivo de casos nas últimas semanas, assim como o surgimento da doença de “mão-pé-boca”.
Em declarações à Inforpress sobre a situação sanitária, a enfermeira-chefe Eliane Pinto revelou que o número de ocorrências tem vindo a subir “de forma consecutiva”.
Na semana passada, a delegacia contabilizou 18 casos de varicela, mas a tendência actual aponta para um crescimento acelerado.
“Nesta semana, em apenas dois dias, já se nota o registo de 13 casos. Provavelmente, em dois dias, teremos mais casos do que na semana passada”, explicou a enfermeira, frisando que a classificação como surto se deve ao aumento contínuo e superior à média registada anteriormente.
A responsável esclareceu que embora o foco principal seja a varicela, a ilha também enfrenta casos da doença de “mão-pé-boca”.
Apesar de terem sintomas semelhantes e “alto nível de contágio entre crianças em idade escolar”, Eliane Pinto explicou que a transmissão da varicela ocorre por gotículas e contacto com as vesículas ou bolhas, enquanto a de “mão-pé-boca” pode ocorrer também pela via oral ou fezes.
Para travar a propagação, as autoridades de saúde reforçam o apelo à higienização.
“A higienização das mãos diminui em mais de 50% os casos de contágio”, considerou a enfermeira, destacando que as acções de sensibilização e disponibilização de álcool gel foram reforçadas junto dos jardins de infância e das famílias.
Quanto ao tratamento, a delegacia recomenda o uso de paracetamol para a febre e dores, advertindo os pais a evitarem o uso de ibuprofeno, que pode trazer complicações no quadro clínico de varicela, além de aconselhar banhos normal apenas com sabão neutro para evitar infeções das lesões.
A enfermeira lembrou ainda que a febre alta, geralmente dois dias antes do aparecimento das borbulhas na pele, é o primeiro sinal de alerta.
Sobre a vacinação, Eliane Pinto esclareceu que esta serve para evitar complicações graves, destacando que uma criança vacinada, caso contraia o vírus apresenta sintomas muito menos agressivos do que uma criança não vacinada ou um adulto.
MGL/AA
Inforpress/Fim
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