
Cidade da Praia, 02 Abr (Inforpress) - O vice-presidente do MpD Olavo Correia confirmou hoje que não integrará listas para as próximas eleições legislativas, sublinhando tratar-se de uma decisão que visa “abrir espaço à renovação interna” e à participação de jovens quadros do partido.
Em declarações à imprensa, à margem da primeira comissão especializada do parlamento, onde apresentou o diploma que cria a Ordem dos Economistas e Gestores de Cabo Verde, o governante explicou que a sua trajectória política e profissional lhe permite, neste momento, dar um passo atrás no que diz respeito à candidatura a deputado.
“Já exerci cargos que hoje não preciso de títulos para me afirmar como gestor ou como político. Achei importante criar espaço para jovens do MpD, particularmente em Santiago Sul, que têm capacidade e talento para integrar a lista”, justificou.
Segundo ele, a decisão não significa um afastamento da vida política, garantindo que continuará “a contribuir activamente” para a governação do país e para o fortalecimento do partido.
“Continuo a dar o meu contributo com maior intensidade, em termos de engajamento e comprometimento”, garantiu Olavo Correia, acrescentando que não fazer parte da lista de deputados não é a sua prioridade nem o que pretende para o futuro.
Olavo Correia sublinhou ainda que o país se encontra numa fase de transição importante, rumo ao estatuto de país de rendimento alto e desenvolvido, defendendo a continuidade governativa como essencial para consolidar esse processo.
“Nesta fase de transição, faz todo sentido que o MpD continue a governar Cabo Verde, para garantir estabilidade e continuidade nas reformas, nomeadamente nas áreas da transição digital, energética e climática”, disse.
Questionado sobre eventuais divergências internas no processo de elaboração das listas, escusou-se a comentar, afirmando que falava na qualidade de membro do Governo e não como dirigente partidário.
Sobre o diferendo com a empresa Macau Legend Development Ld, relativo a um projecto não executado, o governante assegurou que o executivo está preparado para defender os interesses do país em caso de litígio.
“O projecto não foi executado dentro dos prazos estabelecidos, o que é evidente. Cada parte fará a sua defesa, e o Governo está tranquilo e preparado para avançar”, concluiu.
LC/AA
Inforpress/Fim
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