
Mindelo, 25 Abr (Inforpress) – O Observatório da Cidadania Activa exortou hoje os partidos políticos, candidatos e cidadãos a promoverem uma campanha eleitoral “cívica e esclarecedora”, visando as legislativas de 17 de Maio, com foco na ética, propostas realistas e participação consciente.
Em nota enviada à Inforpress, essa organização da sociedade civil defendeu que se torna pertinente realizar uma campanha eleitoral “esclarecedora, sem ofensas e com uma narrativa construtiva”, uma vez que o objectivo é mobilizar os cidadãos para uma participação “activa, consciente e responsável”.
Segundo o Observatório, “é igualmente necessária uma campanha com propostas realistas e exequíveis” e que respondam aos desafios actuais e contribuam para o desenvolvimento do país.
A entidade alertou que Cabo Verde é um dos países afectados por choques externos, por isso, sustentou, as famílias de baixa renda são as mais impactadas.
“Não devem ser poupados esforços para minimizar os efeitos das crises e das mudanças climáticas no dia-a-dia dos cidadãos”, lê-se na nota.
Por outro lado, manifestou preocupação com o nível e a qualidade de certas intervenções e o uso de linguagem ofensiva, que “ferem a ética”.
Criticou ainda o aumento de ataques pessoais, sobretudo nas redes sociais e com recurso à Inteligência Artificial, situação que classifica como “alarmante”.
Apesar disso, reconhece que as redes sociais são importantes, mas recomendou prudência na agressividade notória em algumas mensagens.
O Observatório da Cidadania Activa pediu aos partidos e candidatos que “utilizem responsavelmente as novas tecnologias” e que “evitem a propagação de ‘fake news’ (informações falsas)”.
Defendeu também o incentivo ao voto consciente e a promoção de conteúdos pedagógicos sobre cidadania eleitoral.
Ao cidadão-eleitor, apelou ao respeito pelos partidos, candidatos e caravanas e recomendou ainda que denunciem irregularidades junto da Comissão Nacional de Eleições e da Polícia Nacional.
Pediu igualmente que os eleitores se informem e evitem comportamentos que prejudiquem o ambiente democrático.
Essa organização não governamental (ONG) reforçou a importância de uma “bolsa de observadores nacionais” para fortalecer a monitorização das eleições no país com um maior e melhor envolvimento da sociedade civil.
O observatório garantiu que estará atento ao processo e disponível para colaborar com as autoridades e partidos.
Por fim, manifestou o desejo de que as eleições decorram “num clima de tranquilidade e de festa da democracia”.
LN/HF
Inforpress/Fim
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