Ministério da Educação avalia introdução de segunda prova de Matemática - alunos querem compensação

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Ministério da Educação avalia introdução de segunda prova de Matemática - alunos querem compensação
15/06/26 - 01:00 pm

Cidade da Praia, 15 Jun (Inforpress) - O Ministério da Educação vai realizar, na quinta-feira, 18, uma segunda prova nacional de Matemática, de caráter facultativo, para os alunos do 12.º ano, mas os estudantes afirmam querer uma compensação na avaliação final do primeiro teste.

A medida surge em resposta ao descontentamento generalizado dos estudantes, que relatam “discrepâncias graves” entre os conteúdos lecionados nas salas de aula e a matéria efetivamente avaliada no exame nacional de 04 de Junho.

Face a esta problemática, os alunos do 12.º ano contestam os critérios e exigem a descida da taxa de reprovação. 

Há, no seio da comunidade estudantil, um apelo para que a tutela reveja os resultados e compense os estudantes afetados negativamente com 30% na avaliação.

Os estudantes argumentam, igualmente, que o exame final deveria refletir de forma justa o trabalho de todo o percurso escolar, realçando que a matéria desconhecida no teste nunca foi abordada nas aulas.

“O teste final foi demasiado longo para o tempo disponível e incluía algumas assimetrias regionais entre escolas da Praia e do Sal, que lecionaram programas com ordem e conteúdos totalmente diferentes”, disse Ariana da Silva, estudante do 12.º ano. da Escola Técnica Cesaltina Ramos, na Achada Santo António.

Os estudantes esclarecem ainda que as falhas na cobertura do programa não se deveram a uma falha dos docentes, mas sim à falta de tempo lectivo, que impediu o cumprimento do programa.

“O tempo lectivo estipulado revelou-se insuficiente para que os professores conseguissem transmitir toda a matéria prevista na totalidade”, disse Tiago Rosa, estudante da Escola Secundária Pedro Gomes, para quem houve uma falha de comunicação entre os professores e a tutela.

Em representação desta vaga de contestação, a estudante Ariana da Silva apontou “uma rutura grave de diálogo” entre a tutela e o corpo docente.

“Não houve comunicação entre os professores e o Ministério da Educação para a realização da prova final a nível nacional. O Ministério apenas faculta aos professores os conteúdos e somos nós, os alunos, que vamos pagar pelo que não foi possível dar nas aulas”, lamentou a estudante.

Neste sentido, os estudantes que falaram com a Inforpress apelaram à reformulação urgente dos conteúdos curriculares, pelo menos no último ciclo do secundário.

Face ao cenário atual, os jovens apelam diretamente ao Ministério da Educação para que repense a organização do ano letivo, exigindo que o foco assente na reformulação e redução dos conteúdos programáticos, adaptando-os à realidade temporal das salas de aula para garantir a equidade na avaliação final.

PC/AA

Inforpress/Fim

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