Ministério da Cultura lamenta morte do cantor Mário Marta e destaca legado na música cabo-verdiana

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Ministério da Cultura lamenta morte do cantor Mário Marta e destaca legado na música cabo-verdiana
17/04/26 - 01:39 pm

Cidade da Praia, 17 Abr (Inforpress) – O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas manifestou hoje profundo pesar pelo falecimento do cantor e compositor Mário Marta, destacando o seu contributo para a música tradicional cabo-verdiana e para a projeção da cultura do país.

Num comunicado enviado à Inforpress, o ministério destacou o percurso do cantor como intérprete da música tradicional cabo-verdiana, salientando a sua capacidade de levar géneros musicais tradicionais a novos públicos sem perder a autenticidade e a essência.

O documento avança ainda que o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, recebeu com consternação a notícia do desaparecimento do artista, sublinhando que, ao longo de mais de duas décadas de carreira, Mário Marta se afirmou como um intérprete singular, de voz intensa e carregada de emoção.

Ao longo da carreira, o artista partilhou palco com vários nomes da música lusófona e crioula, contribuindo para o fortalecimento dos laços culturais e para a divulgação da música cabo-verdiana além-fronteiras.

Entre os seus trabalhos destacam-se os singles “Kriol” e “Aguenta”, bem como o EP “Ser de Luz” (2021), considerado uma expressão da sua maturidade artística e do compromisso com a música de matriz cabo-verdiana.

Mário Marta, de acordo com a mesma fonte, será recordado como um artista de rara sensibilidade, cuja voz permanecerá na memória coletiva e no património musical cabo-verdiano.

O ministério endereçou ainda condolências à família e amigos, referindo que Cabo Verde perdeu um intérprete genuíno, mas cujo legado permanecerá vivo na cultura nacional.

Mário Marta nasceu a 30 de Agosto de 1972 na Guiné-Bissau, sendo filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana, e morreu na quinta-feira, 16, em Lisboa, vítima de complicações após cirurgia.

Aos 04 anos foi levado para São Vicente por uma tia, que o “influenciou positivamente” no campo da música e da culinária. 

Depois de adulto viveu na Guiné-Bissau, em Angola e Portugal, onde se estabeleceu até hoje e começou a sentir a necessidade de cantar.

A par com a música formou-se em 1993 na área da cozinha e pastelaria, no Instituto Nacional de Formação Turística de Cabo Verde.

TC/AA

Inforpress/Fim

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