
Lisboa, 17 Abr (Inforpress) – O artista angolano Don Kikas e a luso-cabo-verdiana Lura estão entre os que já lamentaram, nas redes sociais, a morte do cantor e compositor cabo-verdiano Mário Marta, na quinta-feira, aos 54 anos, em Lisboa (Portugal).
“Mário Marta, eu chamava-te Nat King Marta, por causa do vozeirão que me fazia lembrar Nat King Cole. Porquê tão cedo, amigo? Que notícia triste… perdemos um grande ser humano, um amigo, uma voz enorme”, escreveu Don Kikas na sua conta do Instagram.
“Ficam as lembranças da tua boa energia, da óptima disposição, sempre agradável com todos. Fica também o teu legado, que com certeza será bem representado pelo grande talento que as nossas sobrinhas herdaram de ti. Descansa em paz, meu mano.”, acrescentou.
Também Lura, usou a sua conta do Instagram para lamentar esta “notícia dura e tão inesperada” e para endereçar “as mais profundas e sentidas condolências à família” pela morte deste artista, com quem fez dueto no tema “Aguenta”, coincidindo com o Dia Mundial da Voz, celebrado anualmente a 16 de Abril.
“No dia Mundial da Voz, o mundo perde Mário Marta. Perdemos todos, um grande Amigo. Um homem com um espírito leve e elevado. Dono de uma voz carregada de alma. A Alma de quem canta para se manter vivo por um propósito maior. Para o Mário cantar era tudo. Cantar era viver, era partilha, era amor, paixão, entrega e fé! Fé sempre! A Fé que fica tão fragilizada com uma notícia destas”, lamentou a artista luso-cabo-verdiana.
Tibau Tavares, Jennifer Solidade, Ceuzany, Assol Garcia e Fattú Djakité são outros artistas nacionais que também, através das redes sociais, lamentaram o falecimento de Mário Marta, cuja causa da morte não foi, até ao momento, divulgada.
Nas redes sociais, multiplicam-se as homenagens de fãs e figuras públicas, que recordam momentos marcantes da carreira do artista e prestam tributo à sua memória.
Mário Marta nasceu a 30 de Agosto de 1971 na Guiné-Bissau, sendo filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana, e morreu na quinta-feira, 16, em Lisboa, vítima de complicações após cirurgia.
Aos 4 anos foi levado para São Vicente por uma tia, que o “influenciou positivamente” no campo da música e da culinária.
Depois de adulto viveu na Guiné-Bissau, em Angola e Portugal, onde se estabeleceu até hoje e começou a sentir a necessidade de cantar.
A par com a música formou-se em 1993 na área da cozinha e pastelaria, no Instituto Nacional de Formação Turística de Cabo Verde.
FM/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar