
Sal-Rei, 30 Jun (Inforpress) – Os preços de exportação dos cereais, da soja e do açúcar registaram uma tendência de aumento de preços no mercado internacional durante o mês de Maio, segundo dados do Relatório Mensal do Mercado Internacional (RMMI), divulgado pelo MAA.
Conforme os dados do RMMI difundidos hoje pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), o Índice de Preços do International Grains Council (IGC) subiu 3,0% em relação ao mês de Abril. E entre os principais produtos, o trigo encabeça as subidas com um aumento de 3,8%, seguido do arroz com 3,7% e do milho com 2,0%.
No caso do trigo, a subida de preços foi influenciada pela inflação e pela variação do dólar nos Estados Unidos, assim como pela desvalorização do euro na Europa. Para a campanha, ou ano de produção de 2025/26, a previsão aponta para uma produção mundial recorde.
No entanto, as projecções para 2026/27 indicam uma queda de 3% na colheita global devido à menor produção nos países exportadores.
O mercado do milho seguiu o mesmo caminho de valorização. O relatório estima uma produção recorde de 1.329 milhões de toneladas para 2025/26. Contudo, para a época de 2026/27, espera-se uma descida de 2% na produção mundial devido à redução da área plantada e da produtividade.
O arroz manteve a tendência de subida que já vinha de meses anteriores, o principal motivo foi a menor quantidade de arroz disponível no Vietname e a oferta restrita na Tailândia, o que acabou por pressionar os preços. A variedade Thai 5% Broken foi a que mais subiu, registando uma alta de 8,5%.
A soja também ficou mais cara no mercado mundial, devido ao aumento dos preços da energia e a valorização dos óleos vegetais nos Estados Unidos, que também foi acompanhada por aumentos nos mercados do Brasil e da Argentina.
O preço do açúcar subiu 3,4% em Maio em comparação com o mês anterior. O documento do Ministério da Agricultura e Ambiente destaca que o mercado foi afectado pelas previsões de quebra na produção por causa do fenómeno climático “El Niño”, especialmente na Índia, Tailândia e Brasil.
Outro “factor importante” foi a escolha das fábricas no Brasil em desviar mais cana-de-açúcar para a produção de etanol, biocombustível, o que reduziu a quantidade de açúcar disponível para exportação e elevou os preços internacionais.
MGL/ZS
Inforpress/Fim
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