
Cidade da Praia, 29 Out (Inforpress) – Os preços internacionais de exportação do milho, trigo e açúcar mantiveram, na semana de 21 a 27 de Outubro, a tendência de baixa da semana anterior, enquanto o arroz e o óleo de soja registaram aumentos.
Segundo dados do Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços do milho foram pressionados pelo bom ritmo da colheita nos Estados Unidos, pelas perspectivas favoráveis das culturas na Argentina e pela desvalorização do real brasileiro face ao dólar norte-americano.
No mercado do trigo, a descida das cotações foi sustentada pela moderação da procura, pelas boas perspectivas de produção mundial e por movimentos cambiais.
Na Rússia, a menor procura contribuiu para a queda dos preços, enquanto, na União Europeia, as cotações recuaram acentuadamente após a notícia de uma reunião planeada entre a Rússia e a Ucrânia.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário aumentou em 2,8 milhões de toneladas a previsão de produção de trigo para a campanha de 2026/2027, fixando-a em 23,8 milhões de toneladas.
Em sentido contrário, os preços internacionais de exportação do arroz mantiveram a tendência de alta. Na Tailândia, as cotações registaram um ligeiro aumento semanal, enquanto, no Vietname, a subida foi impulsionada pelo maior interesse de compra por parte da Malásia.
O óleo de soja também registou aumentos. Na Argentina, os preços subiram cerca de 0,4% em relação à semana anterior, enquanto, no Brasil, a valorização foi de aproximadamente 1,6%.
Quanto ao açúcar, os preços mundiais de exportação continuaram em baixa, influenciados, sobretudo, pela desvalorização do real brasileiro face ao dólar norte-americano.
Na Índia, a produção de açúcar na região de Maharashtra deverá cair de 9,9 milhões de toneladas, na campanha anterior, para nove milhões de toneladas na campanha de 2026/2027, devido aos efeitos da seca na produção de cana-de-açúcar.
A moagem de cana-de-açúcar naquela região deverá igualmente diminuir, passando de 104,5 milhões para cerca de 90 milhões de toneladas, segundo dados do Departamento da Agricultura.
O relatório indica ainda que as cotações mundiais do frete marítimo mantiveram a tendência de baixa registada na semana anterior.
RL/CP
Inforpress/Fim
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