Manutenção da qualidade do lar estudantil da ADVIC é o maior desafio da organização – responsável (c/áudio)

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Manutenção da qualidade do lar estudantil da ADVIC é o maior desafio da organização – responsável (c/áudio)
23/08/24 - 05:58 pm

Cidade da Praia, 23 Ago (Inforpress) - O presidente da Associação de Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADVIC) considerou hoje que a manutenção da qualidade do lar estudantil, com capacidade para 14 pessoas, entre rapazes e raparigas, é o maior desafio da organização.

Marciano Monteiro, que falava em entrevista à Inforpress, explicou que o Lar Estudantil da ADVIC recebe também alunos de outros concelhos e ilhas do país, designadamente Fogo e São Nicolau, que já estão, inclusive, no ensino secundário e superior, devendo este ano receber novos alunos.

“Vamos continuar com aqueles que já estavam cá a estudar, e vamos também receber novos alunos. Mas esse lar estudantil não é só para invisuais. Acolhemos pessoas com deficiência intelectual, isto é, que aprendem lentamente, praticamente todos daqui, dos arredores da cidade da Praia. Não são internos, fazem casa, escola, casa. Mas os das outras ilhas e de outros concelhos, priorizamos os com deficiência visual, que é o público-alvo da nossa organização”, clarificou.

No ano passado, de acordo com a mesma fonte, o lar que vem funcionando com o apoio de parceiros, nomeadamente o próprio Governo, CVTelecom, Caixa Económica de Cabo Verde, Banco de Cabo Verde, Fundação Esperança, também de pessoas individuais que dão as suas contribuições, contou com oito estudantes internos, a nível do ensino secundário e universitário, entre meninas e rapazes, devendo este ano aumentar para dez ou mais residentes, tendo em conta os pedidos de ingresso.

“Para que possamos ter a capacidade de manter os estudantes aqui no lar, contamos com o apoio destes parceiros. Temos estudantes no ensino superior que já estão no terceiro ano, e os que estão no ensino secundário também vão continuar ainda para mais tempo, até completar o 12º ano porque, certamente, vão querer prosseguir com os estudos superiores, daí continuar a acolhê-los, à medida que outros pedidos vão chegando”, anotou.

Preparando-se para a recepção de novos alunos que vão se juntar aos que residem no lar há algum tempo, Marciano Monteiro reiterou que a questão da manutenção da qualidade do espaço do lar é um dos maiores desafios, a todos os níveis, desde a manutenção do próprio edifício, passando para, alimentação, água, energia, internet, que agora é uma ferramenta fundamental para quem está a estudar.

“Então, é a ADVIC que tem de estar a dar todo o suporte aqui no lar, claro, com a ajuda dos parceiros”, conta, informando que em termos de funcionários a associação conta com uma colaboradora que lida com os trabalhos administrativos e de contabilidade, uma monitora, um condutor e uma jovem que trabalha como ajudante de serviços gerais.

“Nós aqui funcionamos com os que estão a residir no lar. A nossa preocupação não é só termos pessoas aqui a estudar, mas prepará-las para a vida. Trabalham na cozinha, limpeza dos seus quartos, da casa de banho… Para serem autónomas. Dar autonomia para que possam fazer a sua vida autonomamente”, realçou.

Marciano Monteiro conclui fazendo um apelo aos parceiros no sentido de continuarem a apoiar para que a ADVIC possa, de facto, também ajudar aqueles que precisam.

“E que haja também mais parcerias, a nível institucional e a nível pessoal, para continuarmos a percorrer o nosso caminho, que é o de ajudar, porque a cada ano que passa as necessidades aumentam”, finalizou.

SC/CP

Inforpress/Fim

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