
Porto Inglês, 07 Jul (Inforpress) – A cooperativa de transformação de pescado “Nizinha Coop”, criada por 21 mulheres da vila da Calheta, na ilha do Maio, já foi oficialmente constituída e prevê iniciar a sua linha de produção no próximo mês de Setembro.
Após a conclusão de todo o processo de legalização jurídica, a cooperativa aguarda agora apenas a finalização das obras de requalificação do mercado da Calheta para colocar em pleno funcionamento a unidade de transformação de pescado, que se encontra devidamente equipada para produzir diversos derivados.
Em declarações à Inforpress, as beneficiárias realçaram que o projecto representa uma oportunidade para melhorar as condições de vida das suas famílias, através da criação de uma actividade económica organizada, formal e sustentável.
“Terá um impacto enorme nas nossas vidas, mas também na nossa comunidade. Não teremos um salário fixo, mas vamos trabalhar com garra e determinação para obter resultados”, afirmou convicta a cooperante Élida Martins.
Por sua vez, Maria Fernandes destacou que, além da geração directa de rendimento, o projecto permitiu capacitar e reforçar as competências das participantes nas áreas cruciais do cooperativismo e da gestão de pequenos negócios.
“Já tivemos várias formações em cooperativismo e gestão de negócios. Para nós, que somos chefes de família, esta capacitação constitui uma base importante para criar pequenos negócios e garantir o nosso sustento”, realçou.
Lançado em Fevereiro de 2025, o projecto tem promovido diversas acções de formação especializada na transformação de pescado, capacitando as cooperantes para a produção e comercialização de farinha de peixe, hambúrgueres, almôndegas, peixe fumado e conservas artesanais.
A iniciativa é promovida pela Rede das Associações das Mulheres da África Ocidental (RAMAO), beneficiando directamente 21 famílias da vila da Calheta.
O financiamento é assegurado pela Organização Internacional da Francofonia (OIF), através da quinta edição do fundo “Francofonia com Elas”, um programa especificamente direccionado para o empoderamento económico das mulheres e para a criação de oportunidades de rendimento sustentável em comunidades rurais e piscatórias.
Com o início da produção previsto para Setembro, a expectativa é que a “Nizinha Coop” contribua para a valorização dos produtos da pesca, a dinamização da economia local e o reforço da autonomia financeira das mulheres da Calheta.
RL/CP
Inforpress/Fim
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