
Em declarações à imprensa, a coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Sousa, considerou o diálogo uma oportunidade para “aprofundar uma parceria histórica” e “fortalecer a articulação” entre os diferentes actores do desenvolvimento.
Para Patrícia Portela de Sousa, a realização do encontro neste período assume um significado particular, por permitir que Cabo Verde e os seus parceiros mantenham igualmente uma discussão estratégica sobre o desenvolvimento sustentável e sobre a necessidade de acelerar os progressos rumo à Agenda 2030.
“Há quatro anos para a Agenda 2030. A hora agora é de juntar esforços”, afirmou, defendendo uma maior articulação entre os parceiros para responder com maior rapidez às necessidades da população e aos desafios ambientais.
Segundo a responsável, Luxemburgo constitui um parceiro estratégico do desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, sendo também um dos principais doadores bilaterais das Nações Unidas no país.
“É uma discussão estratégica sobre a nossa parceria histórica com Luxemburgo, a parceria das Nações Unidas com Luxemburgo aqui em Cabo Verde”, afirmou, sublinhando a importância de juntar parceiros bilaterais e multilaterais, Governo, sociedade civil, sector privado e comunidades.
Patrícia Portela de Sousa explicou que a cooperação tem uma dimensão nacional, abrangendo os 22 municípios, através de iniciativas de localização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), numa articulação entre o Governo, municípios, Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, Luxemburgo e sistema das Nações Unidas.
A coordenadora residente destacou ainda a participação de várias agências das Nações Unidas nestas iniciativas, nomeadamente o PNUD, a ONU-Habitat e a UNIDO, salientando que cerca de 20 agências, fundos e programas têm vindo a utilizar esta plataforma para reforçar as acções de desenvolvimento local.
Entre as áreas de cooperação apontou a transição digital, formalização da economia, saúde, formação profissional dos jovens e ambiente, incluindo o apoio à elaboração da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0).
Por sua vez, o embaixador do Luxemburgo em Cabo Verde, Jean-Marie Frentz, destacou a realização do primeiro diálogo estratégico como uma oportunidade para analisar como os dois parceiros podem trabalhar de forma mais articulada em benefício do país.
“Como podemos trabalhar melhor juntos com o interesse de Cabo Verde”, questionou o diplomata, reafirmando o compromisso do Luxemburgo com o multilateralismo, o direito internacional e as Nações Unidas.
O embaixador salientou que a cooperação luxemburguesa é orientada pelas prioridades definidas pelo próprio país e que o diálogo permite reforçar as sinergias com as Nações Unidas em áreas de interesse nacional.
CM/AA
Inforpress/Fim
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