
Mindelo, 05 Mai (Inforpress) – O cabeça de lista do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS) questionou hoje o acordo de pesca entre a União Europeia (UE) e Cabo Verde que foi “mal-feito e só prejudica o país e os pescadores”.
Em contactos hoje nas zonas piscatórias de Lazareto e São Pedro, Jailson d´Águiar criticou o acordo internacional que acredita ter sido “mal-feito e só ajuda a União Europeia”.
“Mas a União Europeia pode até estar a ajudar-nos, mas não na qualidade esperada. Isto quer dizer que a nível de diplomacia o actual Governo é muito fraco”, classificou.
O candidato do PTS apontou particularidades relacionadas como a derrogação exigida ao país para exportar produtos para a UE, que tem prejudicado principalmente a conserveira Frescomar.
“Parece que a empresa tem que estar sempre a ajoelhar-se para a ter, quando sem ela não podem exportar, correndo o risco de perder dinheiro e diminuir trabalhadores”, considerou Jailson d´Águiar.
A seu ver, a situação demonstra a “incapacidade e falta de preparação” da actual diplomacia cabo-verdiana.
A tal ponto que, completou, “neste momento o país exporta mais peixes do que peixes que são consumidos internamente”.
Por outro lado, os pescadores vendem os peixes a preços mais baixos às empresas, “enquanto que o povo consegue este bem a preços bem mais caros”.
“Até parece que vivemos num território onde não existe mar”, lançou Jailson d´Águiar.
Outra das falhas do Governo, enumerou a mesma fonte, é a falta de condições para obtenção de navios de maior porte, que permitiria aos pescadores nacionais pescar mais longe da costa.
“Não é só falar, é preciso colocar na prática”, exortou o candidato do PTS, para quem a burocracia em demasia tem levado alguns armadores cabo-verdianos a desistirem de investir no sector, quando a economia azul é uma das áreas de maior preponderância.
Na quarta-feira, 06, PTS prossegue contactos em Bela Vista e Fonte Francês.
Nas eleições legislativas do dia 17 de Maio, cinco partidos políticos - PAICV, MpD, UCID, PTS e PP - concorrem aos 72 mandatos de deputado, distribuídos por 13 círculos eleitorais, dos quais dez no território nacional e três na diáspora.
As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 18 de Abril de 2021, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
LN/AA
Inforpress/Fim
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