
Cidade da Praia, 04 Mai (Inforpress) - A presidente do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), Jónica Brito, criticou hoje a gestão dos recursos públicos durante o período eleitoral e exigiu “dignidade e protecção social” para os trabalhadores do sector informal.
Jónica Brito fez essas declarações durante uma acção de campanha no Cais da Praia, onde afirmou ser “lamentável” que a mulher cabo-verdiana continue a ser a face mais visível da pobreza, apontando falhas críticas no sistema de protecção social.
Para a líder do PTS, o país não pode continuar a ignorar a “realidade informal” que sustenta a economia, mas que deixa os trabalhadores, especialmente as mulheres, à margem da protecção social.
“O PTS quer pôr um basta a isso. Não podemos permitir que a mulher cabo-verdiana continue a ser a maior sofredora de um sistema que marginaliza quem mais precisa”, afirmou a candidata, sublinhando que o trabalho informal carece de valorização e segurança jurídica.
Confrontando o discurso oficial de escassez de fundos com o cenário visível nas ruas durante o período eleitoral, Jónica Brito questiona como é possível alegar falta de verbas para o bem-estar das famílias quando se assiste ao “esbanjamento” de milhares em cartazes e comícios.
“Falam que não há dinheiro para o bem-estar das famílias, no entanto, vemos milhares a ser esbanjados na campanha. A nossa voz não pode continuar a ser adiada”, denunciou, lamentando a falta de condições dignas no interior de muitas casas cabo-verdianas.
Ao analisar o cenário político, a candidata associou os altos índices de abstenção, particularmente entre a juventude, à um sentimento de “desesperança” perante as promessas não concretizadas pelos sucessivos governos e acusa os partidos tradicionais de oferecerem apenas “promessas vazias” que nunca se concretizam.
“Estamos fartos. O povo continua a sofrer enquanto os mesmos de sempre continuam a mandar e desmandar”, exteriorizou.
A candidatura do Pessoas, Trabalho e Solidariedade, que procura consolidar a sua presença nos bairros periféricos da capital através do diálogo directo com o eleitorado, depois do Cais de Pesca, continuou a sua investida de proximidade em Achada Grande Frente.
Nas eleições legislativas de 17 de Maio, cinco partidos políticos – PAICV, MpD, UCID, PTS e PP – concorrem aos 72 mandatos de deputado, distribuídos por 13 círculos eleitorais, dos quais dez no território nacional e três na diáspora.
As últimas eleições legislativas em Cabo Verde decorreram a 18 de Abril de 2021, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
SC/CP
Inforpress/Fim
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