
Cidade da Praia, 26 Mai (Inforpress) – O antigo Presidente da República Jorge Carlos Fonseca alertou para o surgimento no país de discursos apologistas de soluções autocráticas e golpistas, defendendo vigilância permanente em defesa da democracia e do Estado de direito.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, Jorge Carlos Fonseca criticou o que classificou como manifestações “sem vergonha” e “despidas de qualquer pudor” de apoio a soluções autoritárias, incluindo elogios a “déspotas e tiranos” e apelos a golpes de Estado.
Segundo o ex-chefe de Estado, alguns desses discursos recorrem a argumentos históricos, culturais ou identitários para justificar posições que considerou contrárias aos valores democráticos, acrescentando que “até já se apelidam ditadores sanguinários de anti-imperialistas”.
Jorge Carlos Fonseca considerou ainda que tais posicionamentos resultam de “um misto de ignorância, incultura, rasas esperteza e velhacaria”, aproveitando-se, segundo disse, de dificuldades, incertezas e decepções existentes na sociedade.
Perante este cenário, defendeu que os “amantes da liberdade, das liberdades e da democracia” devem manter-se “alertas e alinhados” numa “pedagogia contínua” em defesa dos valores democráticos consolidados em Cabo Verde nas últimas décadas.
O antigo Presidente apelou igualmente à resistência “pela cultura da democracia, pelo Estado de direito, pelo aprimoramento das instituições, práticas e atitudes”, defendendo uma “luta séria, competente e perseverante” contra o que designou de propagandistas da tirania e do golpe de Estado.
“Em Cabo Verde não haverá regresso ao passado”, concluiu Jorge Carlos Fonseca.
JMV/AA
Inforpress/Fim
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