Presidente do INSP defende reforço de laboratórios e formação para potenciar análises toxicológicas no país

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Presidente do INSP defende reforço de laboratórios e formação para potenciar análises toxicológicas no país
08/07/26 - 01:05 pm

Cidade da Praia, 08 Jul (Inforpress) - A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, defendeu hoje, na Praia, o reforço das infraestruturas laboratoriais e da formação especializada para aumentar a capacidade nacional de realização de análises toxicológicas.

A responsável fez estas declarações à imprensa à margem da abertura da formação especializada sobre avaliação de riscos toxicológicos e contaminantes, uma acção que decorre durante dois dias na sede da instituição com o propósito de capacitar os profissionais envolvidos na segurança alimentar e na protecção da saúde pública.

Segundo Maria da Luz Lima, Cabo Verde dispõe actualmente de laboratórios públicos e privados com capacidade instalada para realizar análises - incluindo o INSP, a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), unidades privadas e a Polícia Judiciária (esta última focada no rastreio de drogas e álcool) -, mas considerou premente ampliar e modernizar esta rede.

“Precisamos de mais laboratórios de toxicologia em Cabo Verde e esta cooperação com as Canárias visa precisamente reforçar as capacidades nacionais na determinação de contaminantes alimentares”, afirmou a presidente do INSP, detalhando que a parceria foca-se na identificação de perigos nos alimentos de consumo diário.

A formação é co-organizada pelo INSP em parceria com a Direcção-Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) e a Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS).

O evento reúne técnicos de laboratórios, académicos e profissionais dos sectores da saúde humana, veterinária, pescas e da vigilância sanitária.

A iniciativa integra o plano de actividades do Projecto ALSEMAC, um programa financiado pela União Europeia que junta parceiros da Macaronésia (Canárias, Madeira, Açores e Cabo Verde) e de países da África Ocidental, designadamente o Gana e a Costa do Marfim.

Com esta capacitação, a organização espera dotar o país de melhores ferramentas para a monitorização de perigos alimentares, promoção de práticas agrícolas sustentáveis e avaliação rigorosa dos riscos associados à ingestão de contaminantes.

DG/CP

Inforpress/Fim

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