INPS lança primeira Revista de Banda Desenhada Educativa sobre importância da protecção social

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INPS lança primeira Revista de Banda Desenhada Educativa sobre importância da protecção social
19/09/25 - 02:24 pm

Cidade da Praia, 19 Set (Inforpress) – O Instituto Nacional de Previdência Social lançou hoje, na Praia, a primeira revista de banda desenhada educativa “Edu e Inês: Aventuras na Protecção Social” para ensinar às crianças a importância da protecção social e da previdência.

Com esta publicação, o INPS pretende ampliar o conhecimento do público infanto-juvenil sobre direitos e deveres no âmbito da segurança social, incentivar o diálogo intergeracional sobre a formalização do trabalho e os benefícios da previdência social.

Na cerimónia, o presidente do INPS, Mário Fernandes, avançou à imprensa que a iniciativa é voltada para as crianças, porque “é de pequenino que se ensina e se cria a consciência da protecção social”.

“O nosso sistema tem evoluído de forma consistente e segura e hoje é uma instituição sólida. Temos de fazer mais por Cabo Verde e estamos a começar pelas nossas crianças”, afirmou.

Mário Fernandes explicou que, ao chegar às crianças, o INPS encontra também uma forma eficaz de alcançar os pais e a comunidade, uma vez que os mais novos funcionam como veículos de comunicação.

“As crianças podem levar esta informação às escolas e até influenciar um pai que não esteja inscrito. São o nosso futuro. Educando-as, quando chegarem à idade activa, já terão a consciência de que devem estar inscritas e protegidas, elas e os seus beneficiários”, frisou, acrescentando que o projecto terá continuidade no quadro da estratégia de comunicação da instituição.

Por seu lado, o ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, sublinhou que, actualmente, cerca de 60 por cento (%) da população empregada e 56% da população em geral já têm acesso à protecção social, mas ainda há desafios a ultrapassar.

“Queremos mais, porque ainda temos uma parte da população que não está coberta pelo regime obrigatório. Esta banda desenhada ajuda na sensibilização, principalmente para aqueles que trabalham, têm condições de estarem inscritos e ainda não estão”, observou.

O governante lembrou que muitos trabalhadores informais, como carpinteiros e canalizadores, ao longo da vida activa tinham rendimentos estáveis, mas ao chegarem à velhice ou inactividade caíram na pobreza por falta de inscrição no INPS.

“A inscrição no INPS é uma forma de protecção social e também uma defesa contra a pobreza futura. De nada vale estarmos bem durante a vida activa e, depois, na velhice, cairmos na pobreza por não termos protecção social”, referiu.

TC/HF

Inforpress/Fim
 

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