
Cidade da Praia, 03 Nov (Inforpress) – As importações de bens em Cabo Verde aumentaram 244,4 por cento (%) no terceiro trimestre de 2026, face ao período homólogo, enquanto o défice da balança comercial se agravou 255,5%, passando de 49.249 para 175.091 milhões de escudos.
De acordo com as Estatísticas do Comércio Externo, divulgados hoje pelo INE, as importações passaram de 51.608 milhões de escudos, no terceiro trimestre de 2025, para 177.728 milhões de escudos no mesmo período de 2026.
A evolução é explicada, sobretudo, pela importação de reactores e caldeiras, cujo peso no total aumentou de 5,5% para 66,4%.
No período em análise, as exportações nacionais aumentaram 11,8%, passando de 2.359 para 2.637 milhões de escudos.
Os preparados e conservas de peixes mantiveram-se como principal produto exportado, representando 64,6% do total, seguidos dos selos postais, com 21,7%, e dos vestuários, com 4,8%.
A Europa continuou a ser o principal destino das exportações cabo-verdianas, absorvendo 94,7% do total, com Espanha a liderar os principais clientes, representando 56,8%, seguida do Reino Unido, com 21,7%.
Nas importações, Portugal manteve-se como principal fornecedor de Cabo Verde, com 72% do total, seguido de Espanha, com 5,8%, e da Nigéria, com 5,1%.
Os bens de capital destacaram-se como a principal categoria de bens importados, representando 68,4% do total, com um crescimento de 1.111,4% face ao período homólogo. Os combustíveis representaram 17,1% e os bens de consumo 8,8%.
As reexportações também registaram uma evolução positiva, aumentando 51,7%, de 7.284 para 11.048 milhões de escudos.
Por outro lado, a taxa de cobertura das importações pelas exportações nacionais fixou-se em 1,5%, uma redução de 3,1 pontos percentuais face aos 4,6% registados no terceiro trimestre de 2025.
RL/HF
Inforpress/Fim
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