Ilha do Sal: Luísa e Maria José duas mulheres que inspiram com histórias de luta e conquista

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Ilha do Sal: Luísa e Maria José duas mulheres que inspiram com histórias de luta e conquista
08/03/25 - 05:00 pm

Espargos, 08 Mar (Inforpress) – No Dia Internacional da Mulher, Luísa Fortes e Maria José Silva, duas mulheres líderes que inspiram, com histórias de luta e conquista do Sal, revelaram suas jornadas, defendendo a força feminina na política e no empreendedorismo.

Luísa Fortes, eleita municipal do Sal, desafia as “ondas da cultura patriarcal” que “insistem em afogar” a voz feminina na política, e ela não esconde as cicatrizes da luta, afirmando que as mulheres são apontadas, mesmo querendo apenas viver em paz.

A eleita municipal partilhou os desafios e conquistas da sua jornada na política, destacando a necessidade de mais mulheres no poder, não por quotas, mas por mérito e capacidade.

Fortes, que sublinhou os vários obstáculos culturais e sociais que as mulheres muitas vezes deparam para entrar nesse meio, defendeu que a política é “um acto nobre e essencial” para o desenvolvimento da sociedade, mas que muitas vezes não isenta de dificuldades, críticas e tentativas de fragilizar a imagem de quem tenta lutar por políticas públicas.

"Tem sido um desafio estar na política enquanto mulher, mas é pela nossa sociedade e poder dar a nossa contribuição e desenvolver o nosso país", afirmou Luísa Fortes.

A mesma não é totalmente favorável à lei da paridade, acreditando que as mulheres devem conquistar o seu espaço na política através da sua capacidade e mérito.

"Não tem sido fácil, mas nada melhor que entrar na política por mérito e saber que o seu lugar foi conquistado e não porque uma lei a permite estar num certo lugar", explicou.

Um dos maiores desafios para as mulheres na política, segundo Fortes, é a preocupação de ser perfeita em todas as áreas da vida, entretanto sublinhou que a conciliação entre família, trabalho e política pode ser difícil, mas é um “passo importante” para a igualdade.

Luísa Fortes reconheceu que a sociedade está a mudar e que os homens estão a participar mais nas questões familiares, mas, no entanto, a cultura ainda representa um obstáculo, e é necessário o apoio da família para que as mulheres possam ter sucesso na política.

Apelou ainda a uma mudança de mentalidade, para que as mulheres sejam reconhecidas pelo seu mérito e capacidade, e não apenas por quotas ou leis, e que haja uma luta por uma política “mais justa e igualitária”, em que as mulheres possam contribuir plenamente para o desenvolvimento do país.

Maria José Silva, por seu lado, é outra voz que ecoa com uma força inspiradora, lembrando do papel “fundamental e especial” que as mulheres desempenham na sociedade.

À Inforpress, a empreendedora e activista social compartilhou sua jornada de vida, “repleta de desafios e conquistas”, e revelou os segredos para superar obstáculos e inspirar outras mulheres.

"Ainda penso que é sempre bom reforçar o nosso papel, que é fundamental, mais do que fundamental, é especial na sociedade", afirmou Maria José, com a convicção de quem vive intensamente cada um de seus papéis de mulher, esposa, activista social, profissional e empresária.

Diante da pergunta sobre como conciliar tantas atividades, Maria José Silva disse que é "sobretudo o amor" que a impulsiona, que a automotiva e que lhe permite inspirar e transmitir sentimentos positivos a outras pessoas.

Para Maria José Silva, a vida não se resume a si mesma, por isso disse acreditar que é preciso olhar para o próximo e fazer acções concretas, como estender a mão a outras mulheres que enfrentam dificuldades.

Considerou que a sua jornada é marcada pelo aprendizado contínuo e pela busca constante por melhoria para poder evoluir enquanto ser humano, mulher, dona de casa, profissional e melhorar nas diferentes áreas.

Luísa Fortes e Maria José Silva personificam a força e a resiliência feminina que moldam o presente e projetam o futuro.

Neste Dia Internacional da Mulher, suas vozes ecoam como um lembrete do papel das mulheres na construção de uma sociedade “mais justa e igualitária”, conforme manifestaram.

NA/AA

Inforpress/Fim

 

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