
Santa Maria, 22 Jun (Inforpress) – A 14.ª edição do Festival de Teatro “SalEnCena” encerrou na noite de domingo, no Sal, com um balanço “extremamente positivo” da organização e dos participantes, marcado por dias de espectáculos e uma homenagem ao seu director artístico, Victor Silva.
O encerramento do evento cultural esteve a cargo do grupo Teatro Margoz, que levou ao palco a peça “Luzia, a estrangeira”, conquistando o público presente.
Logo após a apresentação, o momento foi de forte emoção com o reconhecimento público prestado a Victor Silva pelo seu contínuo contributo e dedicação à dinamização do teatro na ilha do Sal.
Em declarações à comunicação social, visivelmente emocionado, o director artístico do “SalEnCena” expressou a sua satisfação pelo rumo do festival e pela surpresa recebida.
“É extremamente positivo, já chegámos ao fim de mais um Festival SalEnCena. Foram dias bons, dias intensos, com grandes peças e um ‘feedback’ do público que foi muito bom”, sublinhou Victor Silva, acrescentando que a homenagem lhe confere ainda mais vontade de trabalhar.
Projectando já o futuro da iniciativa, o responsável assegurou que o festival está consolidado.
“O SalEnCena está de pé firme. Foi um grande festival e desejamos que, para o próximo ano, as coisas corram ainda melhor. Posso garantir que já temos praticamente metade do trabalho feito para a próxima edição e que o próximo ano terá de ser melhor do que este”, afiançou.
Victor Silva aproveitou também a ocasião para agradecer os apoios recebidos, deixando, contudo, um forte apelo à criação de melhores infra-estruturas para acolher a arte na ilha.
O director apontou a necessidade de uma sala ou espaço cultural adequado em Santa Maria, sublinhando que uma infra-estrutura dessa natureza, embora o apoio do hotel Odju d’Agua, em ceder a sua sala de espectáculos, “seria fundamental para o SalEnCena poder brilhar ainda mais”.
Esta visão foi corroborada pelos artistas convidados, nomeadamente o bailarino Nuno Barreto, da companhia Raiz di Polon, e o actor português Nuno Cardoso.
Ambos classificaram a experiência do intercâmbio como enriquecedora, mas alertaram para a urgência de dar "maior suporte e aconchego" ao teatro no arquipélago, dotando as ilhas de espaços técnicos próprios e acessíveis que dignifiquem o trabalho dos profissionais e do público.
“É sempre bom ter estes espaços de partilha, apesar de o teatro ser uma arte que precisa de ser um bocadinho mais acarinhada. Na verdade, não há imenso espaço para colocar a arte lá dentro. Para um artista, é suficiente para fazer arte e garantir uma existência, mas é absolutamente necessário ter um lugar próprio para mostrar essa mesma arte”, sustentou Nuno Cardoso.
NA/CP
Inforpress/Fim
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