
Lyon, França, 18 Mai (Inforpress) – Uma operação contra o cibercrime no Médio Oriente e no norte de África identificou quase 4.000 vítimas e centenas de suspeitos, anunciou hoje a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
Denominada "Ramz" e realizada entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 em 13 países, a operação teve como objetivo desmantelar infraestruturas maliciosas e identificar pessoas suspeitas de burlar na internet, e que causaram perdas financeiras significativas na região, informou a Interpol, com sede em Lyon, em um comunicado.
No total, cerca de 3.867 vítimas foram identificadas pela polícia, que deteve 201 suspeitos e identificou outros 382, além de apreender cerca de 50 servidores, acrescentou a organização que coordenou a operação.
Na Jordânia, foram detidas cerca de 15 pessoas, suspeitas de incentivar as suas vítimas "a investir através de uma plataforma de negócios aparentemente legítima", que se tornou incomportável "após o depósito dos fundos".
"Os investigadores determinaram que se tratava de vítimas de tráfico humano, recrutadas nos seus países de origem na Ásia sob falsas promessas de emprego. Quando chegaram à Jordânia, os seus passaportes foram confiscados e foram forçadas a participar na rede", explicou a Interpol.
No Qatar, os investigadores identificaram computadores comprometidos cujos proprietários, sem saberem, eram vítimas de ciberataques e desconheciam que os seus dispositivos estavam a ser utilizados para disseminar ameaças maliciosas, acrescentou a organização.
Em Marrocos, as autoridades apreenderam computadores, telemóveis e discos rígidos externos contendo dados bancários e 'software' utilizado para operações de 'phishing' (burla informática).
No âmbito da operação Ramz, foram trocados cerca de 8.000 dados e informações cruciais entre os países participantes para iniciar e apoiar as investigações.
Inforpress/Lusa
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