“ICIEG foi uma das apostas mais bem conseguidas dos sucessivos governos” – presidente

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“ICIEG foi uma das apostas mais bem conseguidas dos sucessivos governos” – presidente
07/03/25 - 01:59 pm

Assomada, 07 Mar (Inforpress) – A presidente do ICIEG considerou hoje que este instituto foi uma das apostas “mais bem conseguidas” dos sucessivos governos, porque permitiu um trabalho estruturado na transversalização do género e nos desafios que abordam esta temática. 

Marisa Carvalho falava durante o seu discurso nas actividades realizadas no município de Santa Catarina de Santiago, para comemorar o Dia Internacional da Mulher, comemorado a 08 de Março, promovidas pela instituição, sob o lema internacional "Para TODAS as mulheres e meninas: direitos, igualdade e empoderamento".

Segundo esta dirigente, o Instituto Cabo-verdiano da Iguadade e Equidade do Género (ICIEG) nestes 30 anos, permitiu “um trabalho estruturado” que, por um lado, possibilitou trabalhar as questões da transversalização do género em todos os sectores e os seus desafios que abordam a temática do género, consoante as suas necessidades. 

A presidente enfatizou que ao longo de 30 anos o ICIEG tem contribuído para “avanços significativos” nas áreas da saúde, educação e participação política, colocando Cabo Verde à frente de países como Portugal, Brasil e Angola em termos de representatividade feminina.

“Em termos da representatividade política, na Assembleia, mesmo nas autárquicas que tivemos agora há pouco tempo, aumentou a representação das mulheres”, apontou.

Entretanto, apesar dos ganhos, Marisa Carvalho alertou para os desafios, mas também retrocessos naquilo que tem sido a sociedade mundial.

“Hoje estamos aqui a assinalar em antecipação o Dia Internacional da Mulher e vemos com alguma preocupação não o nosso percurso, mas aqueles que nos rodeiam no continente africano”, disse, afirmando que os retrocessos “são claros”.

Igualmente, sublinhou que também há retrocessos naquilo que são os acessos e os direitos à saúde sexual e reprodutiva, os financiamentos que foram cortados, que já foram manifestamente anunciados em termos dos Estados Unidos da América e mesmo dos países europeus, com significativos reflexos principalmente no continente africano.

“Cabo Verde tem realmente dado cartas nesta matéria e precisamos continuar, não ceder às pressões que muitas vezes nos rodeiam, mas temos de continuar certos que a caminhada que estamos a fazer é uma caminhada não só para a igualdade, mas principalmente para a justiça social que beneficia toda a sociedade de cabo-verdiana, homens e mulheres”, finalizou, reforçando que o compromisso continua. 

No decorrer destas actividades, várias mulheres prestaram os seus depoimentos demonstrando que a força feminina sempre esteve presente na sociedade e de que forma as mulheres lutam para alcançar os seus objectivos, seja através da fé, mas também dos esforços na aquisição de conhecimentos por meio dos estudos. 

Da programação consta ainda uma conversa aberta sobre violência no namoro e uma feira das profissões e do empreendedorismo.

A actividade, foi organizada pelo ICIEG, com a parceria do Escritório Conjunto do PNUD, UNFPA e Unicef, com vista a reforçar o compromisso com a igualdade de género e os direitos humanos. 

A comemoração deste ano assinala os 30 anos da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim e os 50 anos da 1.ª Conferência sobre as Mulheres, realizada no México, em 1975.

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março, como símbolo das conquistas que as mulheres efetivaram no século XX. Esta data foi oficializada pela ONU na década de 1970 e teve as suas raízes em movimentos de luta por direitos trabalhistas e igualdade de género.

MC/AA

Inforpress/Fim 

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