“Humanizar liderança não significa diminuir exigência, mas conciliar exigência, ambição e valorizar pessoas” – PR

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“Humanizar liderança não significa diminuir exigência, mas conciliar exigência, ambição e valorizar pessoas” – PR
24/07/26 - 03:28 pm

Cidade da Praia, 24 Jul (Inforpress) – O Presidente da República alertou hoje que humanizar liderança não significa diminuir exigência, mas reconhecer que as organizações mais sólidas e sociedades mais coesas são aquelas que respeitam a dignidade humana e promovem a participação activa.

José Maria Neves fez estas declarações ao presidir a abertura do Human Leaders International Congress Cabo Verde 2026, que reúne durante dois dias na cidade da Praia 500 participantes e 66 oradores de 19 países.

Na ocasião enalteceu a organização pela iniciativa e escolha do arquipélago, sublinhando que esta preferência se reveste de um significado particularmente simbólico. 

Segundo argumentou, num contexto internacional marcado pela polarização e pela fragmentação, a liderança exige a capacidade de consumir confiança, promover consenso, escutar diferentes perspectivas e preservar o espaço de diálogo. 

“Estes desafios cruzam-se directamente com os temas centrais deste Congresso, desde a liderança em contextos disruptivos à gestão da crise, da inteligência artificial ao bem-estar das organizações, do fortalecimento das equipas ao papel das mulheres na governança e no desenvolvimento”, disse.

Para o Presidente da República, humanizar a liderança não significa diminuir a exigência nem abdicar da ambição, significa sim, reconhecer que as organizações mais resilientes, as instituições mais sólidas e as sociedades mais coesas são aquelas que valorizam as pessoas, respeitam a sua dignidade e promovem a sua participação activa.

“A história de Cabo Verde constitui um exemplo desta visão. Alcançamos a independência, confrontados com enormes vulnerabilidades”, recordou, afirmando que a resposta do país foi clara e consistente ao investir no capital humano, expandir o acesso à educação e à saúde, consolidar instituições inclusivas e credíveis e reforçar a abertura ao mundo.

Segundo José Maria Neves, o percurso de desenvolvimento de Cabo Verde confirma que o maior património de uma nação reside na qualidade das suas pessoas, na solidez e inclusividade das suas instituições, na confiança social, no conhecimento e na capacidade de cooperar.

“O futuro da liderança passa, inevitavelmente, pela juventude. Não basta considerar os jovens como líderes de amanhã, é indispensável reconhecê-los como protagonistas do presente”, alertou.

O Presidente adiantou que isto implica aproximar a educação do mercado de trabalho, fortalecer a ligação entre universidades e empresas, estimular a inovação, criar oportunidades para o empreendedorismo e valorizar o talento nacional em articulação com as redes globais. 

Defendeu ainda que o maior desperdício que uma sociedade pode permitir é desperdiçar o talento dos seus jovens, ao mesmo tempo que reconheceu que a promoção da liderança das mulheres constitui uma exigência de democracia, de desenvolvimento e de boa governação.

O Presidente da República concluiu felicitando a realização do Congresso, como espaço de encontro e diálogo entre diferentes gerações, sectores e geografias, e apelou para que dele resultem ideias, compromissos e parcerias com impacto na transformação das organizações, comunidades e sociedades.

ET/HF

Inforpress/Fim 

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