Cidade da Praia, 14 Mar (Inforpress) – O Governo destacou hoje o reforço das suas acções no combate ao lixo marinho e à protecção dos oceanos, aludindo à grave problemática dos microplásticos, que afectam tanto os recursos marinhos quanto a saúde humana.
O realce foi feito pelo ministro do Mar, Jorge Santos, na inauguração de um "garrafão papão" e diversas actividades realizadas pela Associação Cabo-verdiana de Lixo Marinho (ACLIM)
As actividades, promovidas no âmbito do projecto “Amar o Mar para o Nosso Bem”, têm como objectivo conscientizar a população de Cabo Verde sobre os desafios ambientais dos oceanos, com foco no lixo marinho.
Jorge Santos enfatizou que a principal acção do ministério e do Governo é garantir a protecção dos recursos marinhos, criando um ambiente institucional favorável à sua exploração sustentável, ao mesmo tempo em que se assegura a preservação do ecossistema marinho.
“O Governo tem um conjunto de medidas, programas, não só com a sociedade civil, com o Aclim, que nós temos já algumas parcerias desde 2024, mas também com os padrinhos das próprias praias”, afirmou o ministro.
Jorge Santos adiantou ainda que a principal acção do ministério e do Governo é a protecção dos recursos marinhos, criando um ambiente institucional que favoreça a exploração sustentável desses recursos, como a pesca, ao mesmo tempo em que se combate a sobrepesca e a pesca ilegal.
O ministro informou que, para combater a pesca ilegal e a sobrepesca, as entidades responsáveis implementaram programas de fiscalização, incluindo o COSMAR, que monitora as embarcações na zona económica exclusiva de Cabo Verde, junto à Inspecção Geral das Pescas e outras instituições de conservação marinha.
Por seu turno, o Presidente da República sublinhou a “importância fundamental” do mar para o futuro de Cabo Verde.
“ ( …) É fundamental que nós tomemos consciência desta riqueza e trabalhemos juntos para fazer uma gestão sustentável dos nossos recursos marinhos e assim acelerar o ritmo de construção de factores de competitividade e de crescimento da nossa economia”, disse.
O Presidente explicou que a actividade faz parte dos preparativos para a próxima Conferência Internacional sobre os Oceanos, marcada para Outubro na ilha do Fogo, e apreciou o “papel fundamental” da sociedade civil e das ONG nas edições anteriores da conferência.
Além disso, advogou a importância de transferir mais recursos e poderes para as ONG e autarquias locais para fortalecer a acção em prol da preservação dos mares e recursos marinhos, com isso, defendeu a necessidade de fortalecer as parcerias entre o Governo, a comunidade internacional e essas organizações, a fim de acelerar o desenvolvimento da literacia marítima.
KA/ZS
Inforpress/Fim
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