
Calheta, 04 Nov (Inforpress) – O ministro Carlos Sena Teixeira garantiu hoje que o Governo “não vai proteger qualquer pessoa” que tenha cometido crimes, na sequência de mandados de detenção relacionados com factos ocorridos em 2016 e 2017, envolvendo algumas personalidades.
Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita de trabalho ao município de São Miguel, o titular da pasta da Administração Interna confirmou que teve conhecimento dos mandados emitidos pelo Ministério Público, sublinhando, contudo, que os factos em causa remontam a 2016 e 2017, antes da entrada em funções do actual Governo.
Carlos Sena Teixeira questionou o facto de os mandados terem surgido apenas agora, e considerou que o intervalo entre os acontecimentos e as detenções levanta questões que devem ser esclarecidas.
“Este Governo não vai proteger ninguém que cometa crime”, afirmou, ressalvando, entretanto, que os elementos conhecidos até ao momento constituem apenas indícios e não representam uma acusação ou condenação.
O ministro sublinhou que caso os factos venham a ser confirmados serão considerados inaceitáveis, sobretudo se envolverem agentes que “tenham traído a farda, o país e os próprios colegas”.
“Este é um Estado de direito democrático, onde a presunção da inocência é tida como factor essencial. Portanto, vamos deixar a Justiça fazer o seu papel”, declarou.
O governante assegurou ainda que o Palácio da Várzea pretende trabalhar com transparência, respeito pela Justiça e garantia da segurança de todos.
Carlos Sena Teixeira considerou igualmente que o cumprimento dos mandados demonstra que o Governo não pretende permitir que processos desta natureza fiquem sem seguimento.
“Não vamos permitir que, a partir de agora, nenhum processo seja engavetado”, garantiu.
O governante questionou ainda a demora entre os factos e as detenções, considerando importante esclarecer como é que interceções telefónicas realizadas em 2016 e 2017 só deram origem a detenções em 2026
DV/AA
Inforpress/Fim
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