
Cidade da Praia, 10 Set (Inforpress) – O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, salientou hoje que Cabo Verde encontra-se no “bom caminho” para atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, apontando a redução da pobreza e a inclusão social como parte das prioridades.
O chefe de Governo discursava na reunião de alto nível entre o Governo e a Equipa País das Nações Unidas sob o tema “Parceria estratégica para acelerar as grandes transformações de Cabo Verde”.
Segundo Francisco Carvalho, o Governo adoptou ainda como prioridade a coesão territorial, a juventude e a acção climática.
Adiantou ainda a intenção do Governo de aprofundar a parceria estratégica com as Nações Unidas e avançar em áreas como a modernização do Estado, transformação digital, economia azul, sector primário, descentralização e desenvolvimento do capital humano.
O chefe do Governo salientou a convergência entre as prioridades do executivo e o Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2023-2027, orientado pelo princípio de “não deixar ninguém para trás”.
“O combate à pobreza, à inclusão social e à coesão territorial são, de facto, bandeiras fundamentais deste actual Governo”, reforçou, ao defender políticas públicas centradas no ser humano e no acesso a rendimentos dignos, habitação, educação, saúde, água e energia.
Francisco Carvalho apontou ainda a juventude como uma das áreas de aposta, através do reforço da formação profissional, do empreendedorismo, do emprego e das competências digitais.
No domínio ambiental, defendeu o reforço da adaptação às alterações climáticas e da mobilização de financiamento climático para os pequenos Estados insulares, considerando a transição para uma economia verde e resiliente uma oportunidade para a modernização económica e a criação de emprego.
O primeiro-ministro destacou igualmente o potencial da economia azul, lembrando que 99 por cento (%) do território cabo-verdiano é mar, e sublinhou a necessidade de reduzir as assimetrias entre as ilhas, reforçando a descentralização, a coesão territorial e o desenvolvimento local.
Segundo Francisco Carvalho, a parceria com as Nações Unidas será fundamental para acelerar a transição energética, reforçar a resiliência das comunidades e criar oportunidades de emprego digno para jovens e mulheres em todos os territórios.
LT/AA
Inforpress/Fim
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